Quarta feira, 16 de outubro de 2019 Edição nº 14945 28/03/2018  










JOANICE DE DEUSAnterior | Índice | Próxima

Crime organizado

Há 15 anos, a prisão e as subsequentes condenações de João Arcanjo Ribeiro ocorriam como numa demonstração de que o crime organizado, ao menos na versão comandada à época pelo ex-bicheiro, tinha sido duramente atingido, em Mato Grosso. Hoje, deixou a prisão, após pagar à Justiça por parte de seus crimes cometidos.

De lá para cá ou ao mesmo tempo, outras versões do crime organizado seguem fazendo vítimas sob o comando de outros líderes e integrantes de facções criminosas que atuam, inclusive, em âmbito nacional e seguem determinando ações de dentro dos presídios instalados no Estado.

Exemplo disso é o Comando Vermelho (CV), quadrilha que há alguns anos teve como principal líder apontado pela polícia, o Sandro da Silva Rabelo. Mais conhecido como Sandro Louco, ele foi ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e convertido o CV, organização que, conforme apontam as investigações, vem promovendo os recentes ataques e as ameaças a diretores e agentes penitenciários.

Essa ousadia das facções criminosas mexe em uma ferida que tem se tornado crônica e, ao que parece, cada vez mais difícil de se extirpar já que vem arregimentando sempre um maior número de adeptos. Afinal, só em uma das transferências feitas pelas autoridades públicas locais foram 135 presos apontados como membros e líderes da facção. Uma segunda remoção foi feita, mas por questões de segurança o número de detentos não foi revelado inicialmente.

Considero a quantidade expressiva, sobretudo, por conta do fato de estarem dentro da maior e considerada mais segura penitenciária do Estado. De posse de celulares, esses criminosos gravam vídeos, mandam recado, ameaçam, roubam e metralham patrimônios privados.

As autoridades públicas garantem que vêm adotando medidas, como operações que levam para a prisão membros das facções (que conseguem atuar mesmo presas), aumento no número de revistas, transferência de presos e punição a eventuais danos materiais causados.

Mas, vale lembrar que desde dezembro do ano passado o prometido bloqueador de celulares nos presídios, importante arma nesta guerra, até agora só vem passando por testes e não foi colocado em prática efetivamente. A promessa é que entre em funcionamento no segundo semestre deste ano.

Só espero que, ao contrário do que deixaram ocorrer no Rio de Janeiro, as autoridades públicas usem de todas as forças e instrumentos necessários e legais para conter realmente o crime organizado, raiz do tráfico de armas, das drogas e do aumento da violência em qualquer canto deste país.



JOANICE DE DEUS é repórter

joanice@diariodecuiaba.com.br

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