Segunda feira, 19 de agosto de 2019 Edição nº 14945 28/03/2018  










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Meirelles vai se filiar ao MDB

MARINA DIAS
Da Folhapress – Brasília

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vai se filiar ao MDB na próxima terça-feira, em Brasília. A cerimônia está marcada para as 11h.

O presidente nacional do partido, Romero Jucá (RR), deve chegar à capital no fim de semana para participar da filiação.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, Meirelles decidiu deixar o cargo no início de abril para se filiar à sigla do presidente Michel Temer e tentar viabilizar sua candidatura ao Planalto.

O ministro deve ficar à frente da Fazenda até sexta-feira, fim do prazo para que os candidatos deixem seus cargos no governo se quiserem disputar as eleições. A data máxima para a desincompatibilização é 7 de abril, no sábado.

Em razão do evento de filiação, Meirelles não viajará mais a Lisboa, onde participaria de um seminário organizado pelo IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), do qual o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes é sócio. Meirelles enviará um representante em seu lugar.

O chefe da equipe econômica vai migrar para o partido de Temer mesmo sem a garantia de que será o nome do MDB ao Planalto.

Caso não decole, Meirelles cogita aceitar ser vice na chapa de Temer. O ministro tem apenas 2% nas pesquisas de intenção de voto, enquanto o presidente tem 1%.

Aliados de ambos, porém, ponderam que neste momento não há outro nome que queira se aliar a Temer e à sua baixíssima popularidade -6%. Os dois afirmam que é preciso defender as conquistas do governo, principalmente na área econômica.

Para sucedê-lo na Fazenda, Meirelles indicou a Temer os nomes dos secretários da pasta Eduardo Guardia (Secretaria-Executiva) e Mansueto Almeida (Acompanhamento Fiscal). Por ter mais respaldo da equipe e representar uma continuidade à política de Meirelles, Guardia é o favorito para o posto.

NADA MUDA

Em audiência pública no Senado, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo "fará tudo" para manter os rumos da política econômica se Meirelles deixar o cargo.

Durante reunião na Comissão de Assuntos Econômicos, Padilha foi questionado pela senadora Ana Amélia (PP-RS) sobre os efeitos da saída de Meirelles do comando da Fazenda.

"Se porventura ele sair, a politica é a politica do governo do presidente Michel Temer e nós faremos tudo para que seja preservado rigorosamente o mesmo rumo que está dando certo, muito certo", disse o ministro, ponderando que a decisão ainda não foi apresentada de forma clara por Meirelles.

Padilha afirmou ainda que Meirelles será consultado sobre a formatação da equipe do ministério após sua saída.

"Teremos que manter o rumo, na medida do possível, preservando as pessoas que fazem com que esse rumo seja mantido. O ministro Meirelles seguramente é uma das pessoas que serão ouvidas pelo presidente Temer", afirmou.

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