Sexta feira, 26 de abril de 2019 Edição nº 14945 28/03/2018  










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STF rejeita denúncia contra Jucá e Gerdau

Romero Jucá é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. TRF-4 aumenta pena de ex-tesoureiro do PT e mantém absolvição de jornalista

REYNALDO TUROLLO JR. E JOSÉ MARQUES
Da Folhapress – Brasília e Porto Alegre

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou por unanimidade, ontem, uma denúncia contra o senador Romero Jucá (MDB-RR), acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um esquema para beneficiar o grupo Gerdau.

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter também havia sido denunciado, sob acusação de corrupção ativa e lavagem. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele participou do pagamento de vantagem indevida em forma de doação oficial aos diretórios nacional e estadual de Roraima do MDB, em 2010 e 2014, em troca de favores legislativos prestados por Jucá.

A denúncia foi oferecida ao Supremo em agosto do ano passado pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot em investigação derivada da Operação Zelotes. O relator, ministro Edson Fachin, considerou que não há provas de que as tratativas entre Jucá e Jorge Gerdau Johannpeter, documentadas em emails obtidos pela PGR, envolveram condutas criminosas.

"Nada há de concreto a evidenciar que as negociações em torno dessa medida provisória [a MP 627/2013] resultaram em vantagem indevida", afirmou Fachin em seu voto.

Os ministros Dias Toffoli e Celso de Mello acompanharam o relator. Gilmar Mendes, que está em viagem, e Ricardo Lewandowski não participaram da sessão. Toffoli elogiou o voto de Fachin e disse que a denúncia oferecida pela PGR tinha o objetivo de criminalizar a política.

No último dia 13, a Primeira Turma do STF recebeu uma denúncia contra Jucá, em um caso revelado por delatores da Odebrecht, tornando-o réu. Conforme aquela acusação, o senador propôs emendas em medidas provisórias para beneficiar a Odebrecht em troca de doação oficial de R$ 150 mil para seu filho, que era candidato a vice-governador de Roraima em 2014.

Na denúncia rejeitada ontem, o valor citado era de R$ 1,33 milhão. Segundo o subprocurador-geral Edson Oliveira de Almeida, que representou a PGR no julgamento, a atuação de Jucá nos casos do grupo Gerdau e da Odebrecht foi muito similar: o senador prestava favores no Congresso em troca de doações oficiais para si e para correligionários.

O advogado Nilo Batista, defensor do empresário da Gerdau, negou as acusações e afirmou que o grupo doou para Jucá apenas R$ 100 mil em 2010 e R$ 150 mil em 2014, registrados na Justiça Eleitoral. O restante foi para outros políticos do MDB.

Batista também disse que as datas da investigação não batiam, porque era preciso que seu cliente fosse vidente para fazer doações em 2010 esperando ser beneficiado por uma medida provisória editada três anos depois, em 2013.

DELÚBIO

Na mesma sessão que julgou o recurso do ex-presidente Lula, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) aumentou na segunda a pena do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e manteve absolvição do jornalista Breno Altman, que dirige o site Opera Mundi.

A pena de Delúbio subiu de cinco para seis anos de prisão. No julgamento, foi mantida pena de cinco anos a Ronan Maria Pinto, dono do jornal Diário do Grande ABC. As defesas de todos têm negado que eles tenham cometido qualquer irregularidade.

Segundo o Ministério Público Federal, o ex-tesoureiro solicitou empréstimo fraudulento no valor de R$ 12 milhões em favor do PT, em 2004.

O financiamento, de acordo com a acusação, foi obtido no banco Schahin pelo pecuarista José Carlos Bumlai e metade do valor foi repassada a Ronan. Os investigadores do caso suspeitam que o motivo da extorsão tenha sido a compra do silêncio sobre o caso Celso Daniel, prefeito petista de Santo André (SP) assassinado em 2002.

Em março do ano passado, o juiz Sergio Moro condenou Delúbio, Ronan e os operadores Enivaldo Quadrado e Luiz Carlos Casante por lavagem de dinheiro.

O ex-tesoureiro nega que tenha solicitado qualquer empréstimo e disse em depoimento a Moro que, se precisasse do dinheiro, o PT faria o pedido em nome próprio.

Altman, que havia sido denunciado sob a suspeita de ser um intermediário de Ronan, foi absolvido.

A Procuradoria recorreu pela condenação, mas o TRF-4 negou o recurso.

Em rede social, o jornalista agradeceu aos advogados, mas criticou a decisão em relação aos outros réus. "Aliviado, no entanto, pouco há para se comemorar: a mesma turma, no mesmo dia, concluiu a farsa judicial contra o ex-presidente Lula e manteve a injusta condenação de meu camarada Delubio Soares", escreveu.

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