Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 14945 28/03/2018  










OPERAÇÃO OUTORGAAnterior | Índice | Próxima

Investigado em Cuiabá esta foragido

Fraudes em esquemas de financiamentos agrícolas superam R$ 40 milhões

ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

A Polícia Federal de Santa Catarina deflagrou ontem a Operação Outorga, que investiga fraude na obtenção de financiamento agrícola. No esquema estaria sendo investigado um empresário de Abelardo Luz (SC) e seu grupo familiar. A estimativa é que a fraude supere R$ 40 milhões. Um dos envolvidos e que faria parte do grupo familiar mora em Cuiabá.

Segundo o delegado federal de Santa Catarina, Sandro Luiz Bernardes, o mandado de prisão em Cuiabá não chegou a ser cumprido e o investigado segue foragido. Além deste, foram cumpridos mandados de bloqueio nas cidades de Chapada dos Guimarães e Rosário Oeste. O delegado frisa que os nomes ainda não podem ser confirmados para não atrapalhar o andamento das investigações.

Mas em relação à operação como todo, a informação é de que os investigados vinham obtendo grandes valores a título de financiamento agrícola junto a instituição financeira do município catarinense. A liberação do financiamento ocorria com a utilização de diversas fraudes documentais e também com a utilização de “laranjas” que não possuíam relação com a atividade agrícola.

Ao todo a operação abrangeu o cumprimento a quatro mandados de prisão temporária, a 25 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e bloqueio de valores, em Abelardo Luz/SC, Xaxim/SC, Xanxerê/SC, Palmas/PR, Clevelândia/PR, Pato Branco/PR, Cuiabá/MT, Chapada dos Guimarães/MT e Rosário Oeste/MT. Os envolvidos são investigados por falsidade ideológica, obtenção de financiamento agrícola mediante fraude, aplicação de recursos de financiamento em finalidade diversa da prevista no contrato, peculato-apropriação de valores em prejuízo dos cofres públicos, lavagem de capitais e organização criminosa.

As investigações apontam que foram dezenas de financiamentos agrícolas liberados na instituição financeira para o empresário investigado e seu grupo familiar, no período entre 2011 e 2016, cujos valores somados alcançam a cifra aproximada de R$ 41,4 milhões.

Inicialmente o empresário obteve financiamentos em seu nome e quando seu crédito esgotou passou a utilizar o nome de parentes. Depois passou a utilizar nome de diversos funcionários das empresas das quais era sócio proprietário, garantindo, assim, a liberação de valores milionários. Os financiamentos individuais chegavam a R$ 500 mil, possuíam como garantia bens inexistentes e eram fundamentados em cadastros fraudulentos realizados por empresas de assistência técnica agrícola.

O empresário era procurador de 29 pessoas que obtiveram crédito agrícola irregularmente, sendo que a maioria não possuía qualquer relacionamento com a atividade agrícola, pois tratavam-se de funcionários de empresas do principal investigado. As pessoas eram "transformadas" em agricultores, mediante a falsificação de documentos que supostamente comprovavam atividade agrícola. As procurações foram formalizadas no Cartório Extrajudicial que tinha como titular, na época, a esposa do próprio empresário investigado, o que contribuiu para que a fraude fosse executada.

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