Sexta feira, 19 de julho de 2019 Edição nº 14943 24/03/2018  










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Mais cinco deputado são investigados

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Mais cinco deputados estaduais passam a ser investigados pelo Ministério Público (MPE) por suposto envolvimento no esquema de desvio e lavagem de dinheiro no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), entre 2009 a 2015.

Trata-se de Romoaldo Junior (MDB), José Domingos Fraga Filho (PSD), Wilson Santos (PSDB), Baiano Filho (PMDB), e Ondanir Bortolini “Nininho” (PSD).

Todos receberam cheques da Santos Treinamentos, apontada pelo Gaeco como empresa utilizada para “lavar” o dinheiro do esquema, ou de seus sócios.

A autorização para abertura do inquérito foi dada pelo desembargador José Zuquim Nogueira, tendo em vista o foro privilegiado dos parlamentares. O esquema veio à tona por meio da Operação Bereré, deflagrada pelo Grupo de Atuação contra o Crime Organizado (Gaeco) em fevereiro deste ano.

Os parlamentares foram citados em depoimentos colhidos pela Delegacia Fazendária. Além disso, documentos colhidos durante as buscas e apreensões realizadas na primeira fase da Operação também comprovariam suposto envolvimento dos deputados.

Inicialmente, apenas os deputados estaduais Eduardo Botelho e Mauro Savi, ambos do PSB, faziam parte do rol de investigados. Eles, inclusive, são considerados líderes do esquema criminoso juntamente com o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado federal Pedro Henry e também o ex-presidente da autarquia, Teodoro Moreira Lopes, o Doia.

“Os agentes públicos destinatários das vantagens indevidas que se valem de pessoas físicas e jurídicas interpostas, da emissão de cheques, de triangulações de transferências bancárias, dentre outras práticas, para ocultar o recebimento de propina, bem como a origem ilícita dos valores” diz trecho do pedido formulado pelo MPE encaminhado ao Tribunal de Justiça.

Diante dos argumentos apresentados pelos promotores, o desembargador afirma que ficou evidente a “possível participação dos requeridos na prática das condutas tidas como criminosas“.

Romoaldo Junior foi citado por Valdemir Leite da Silva em seu depoimento. Ele afirma que já ocupou o cargo de chefe de gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa e, neste período a pedido do deputado, trocou cheque emitido por Rafael Yamada Torres.

Baiano Filho, por sua vez, foi mencionado no depoimento de José Joaquim de Souza, que afirmou ser assessor parlamentar do deputado. Ele afirma que recebeu depósitos de valores em sua conta bancária para posteriormente fazer pequenos saques e efetuar pagamentos determinados pelo parlamentar.

Contra Baiano ainda pesa o depoimento de Wilson Pinheiro Medrado, que declarou com ele trabalhar e também confirmou que os cheques emitidos por Claudemir P. dos Santos foram destinados para o deputado.

O ex-senador Antero Paes de Barros levou para o rol de investigados o deputado Wilson Santos. Em seu depoimento, ele disse que prestou serviços de consultoria ao PSDB em julho de 2010, e foi pago por Elias Santos (irmão de Wilson) com um cheque de Botelho.

No caso de Nininho, ele foi citado no interrogatório de Tscharles Franciel Tschá à Defaz. Na oportunidade, ele relatou que já ocupou cargo de assessor parlamentar do deputado, e que na ocasião recebeu e sacou valores depositados por Claudemir Pereira em sua conta e os entregou ao parlamentar.

O mesmo relato foi feito por Jorge Batista da Graça n que se refere a José Domingos Fraga.

A Operação Bereré foi desencadeada com base na delação premiada o ex-governador Silval Barbosa, de seu ex-chefe de gabinete Silvio Cesar Correa e do ex-diretor do Detran, Teodoro Moreira Lopes.

Conforme investigações, a organização criminosa agia desde 2009 e teria desviado em torno de R$ 1 milhão por mês do órgão de trânsito por meio do contrato fraudulento firmado com a FDL Serviço de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos.

Em meados do mês passado, Zuquim determinou o sequestro de R$27.722.877,38 de 17 pessoas envolvidas no esquema. Entre eles, Botelho, Savi e Pedro Henry.



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