Segunda feira, 22 de abril de 2019 Edição nº 14943 24/03/2018  










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Apoio a Wellington ameaça esquerda

Percival Muniz anuncia filiação ao PDT pensando em coligação de esquerda, mas presidente do PCdoB defende apoio a senador republicano

EDUARDO GOMES
Da Reportagem

Comunistas e socialistas costuram nos bastidores o nome de Percival Muniz para candidato ao governo numa coligação formada por PDT, PCdoB, PT e possivelmente o PSB; medindo palavras Percival admite tal hipótese. Mas nessa corrente ideológica o presidente do PCdoB, Manoel Motta, tem outro entendimento: defende o senador Wellington Fagundes (PR) para governador, com seu partido compondo uma aliança com Wellington e indicando o nome da professora e ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli, ao Senado.

Em busca da convergência para a formação de uma corrente de esquerda nos moldes em que nacionalmente o Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil (PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL) tenta, socialistas e comunistas mato-grossenses buscam nomes e afiam discurso acreditando que será possível viabilizar tal projeto. Também apostando na formação dessa coligação Percival deixou o PPS e anunciou ontem, que assinará ficha ao PDT do deputado estadual Zeca Viana.

Mesmo admitindo que seu nome seja apontado enquanto provável candidato ao governo, Percival não faz dessa condição exigência para se filiar ao PDT. Sustenta que está afinado com Viana independentemente ou não de candidatura. “Partido é igual noivo; é ele quem escolhe a noiva para casamento”, arredonda a justificativa. Percival acrescenta que tanto ele quanto Viana querem participar do processo eleitoral, mas que não impõem condições exigindo “essa ou aquela candidatura para esse ou aquele cargo”.

Líderes de partidos da aliança que se cogita formar não levam em conta a participação do PSB, como se discutiu no começo deste mês, quando as siglas se reuniram para discutir a questão. Isso, porque o líder daquele partido, deputado federal Valtenir Pereira, poderá migrar para o MDB ou até mesmo outro partido, e suas lideranças na Assembleia e na Câmara dos Deputados se desfiliaram. O PSOL, que nacionalmente integra o Manifesto Unidade, em Mato Grosso não articula com os demais partidos, optando pelo isolamento e em razão disso é mantido fora das conversações.

A formação dessa aliança poderá perder força ou até mesmo morrer no nascedouro, caso prevaleça à tese defendida por Motta, que é segundo suplente de Wellington. Motta discutirá nas instâncias internas do PCdoB a proposta de apoio a Wellington ao governo, desde que mantido o nome de Maria Lúcia ao Senado. Prevalecendo o nome do senador republicano o PDT de Viana terá que optar em avançar com sua costura ou até mesmo apoiar o senador republicano, mas nesse caso Percival deverá ser descartado para cargo majoritário uma vez que ele e Wellington são da mesma cidade, Rondonópolis, e nesse tipo de disputa não se pode regionalizar chapa nem se excluir Cuiabá; na mesma situação encontra-se Viana, que é de Primavera do Leste.

A tese de Motta deixará o PCdoB em ebulição, porque até então a tese da aliança em formação era vista com naturalidade pelos comunistas. Ele, porém, argumenta que o caso (apoio a Wellington) será debatido com profundidade internamente.

Esse posicionamento de Motta é revelado pela primeira vez e inclusive não é de conhecimento de seu partido e aliados. Segundo ele, sua tese tem alguns fundamentos básicos. Primeiro, o PCdoB é oposição ao governo Pedro Taques, que “chega ao seu último ano sem apresentar um projeto de desenvolvimento com justiça social”, “além de outros percalços”. Segundo, o nome de Wellington ao governo é viável, o que criaria maior perspectiva de vitória à oposição, além de contribuir para o fortalecimento do nome de Maria Lúcia, já que os candidatos a cargos majoritários colam um no outro. Motta foi cauteloso quanto ao fato de ser suplente, mas reconheceu que se Wellington for vitorioso o PCdoB sobe da segunda para a primeira suplência no Senado. Questionado se a perspectiva de tal mudança na suplência - que o contemplaria diretamente - o estaria motivando, respondeu que “não”, mas deixou escapar que política não é feita por anjos, “eu não sou anjo”, resumiu.



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