Quarta feira, 20 de fevereiro de 2019 Edição nº 14943 24/03/2018  










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Seis obras do pacote da Copa não foram concluídas

Da Reportagem

A menos de 100 dias para a Copa do Mundo na Rússia, quatro obras que estavam previstas para ficarem prontas até o Mundial de Futebol de 2014, em Cuiabá, ainda não foram retomadas pelo Governo do Estado. Porém, dentre 20 obras principais que se arrastam no período, a Secretaria de Estado de Cidades (Secid) aponta que 14 tiveram solução, sendo 12 destravadas na atual gestão do secretário Wilson Santos, que deixará o cargo para retornar à Assembleia Legislativa (AL), após 28 meses à frente da pasta.

Do total do pacote, oito foram entregues durante o Governo de Pedro Taques, sendo seis delas durante o último ano e outras cinco continuam em andamento, com previsão de entrega no primeiro semestre de 2018. As intervenções não retomadas até o momento são o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT); os acabamentos da Trincheira Jurumirim, na Avenida Miguel Sutil; a duplicação da Avenida Arquimedes Pereira Lima, as três na capital; e o Centro de Treinamento Rubens do Santos, o COT do Pari, em Várzea Grande. Mas, apesar de não terem sido reiniciadas, a Sedic afirma que essas construções tiveram encaminhamento.

Com esses números, Santos avalia ter cumprido a meta confiada a ele pelo governador. “Recebi do governador a missão de destravar obras, em especial as da Copa do Mundo, paradas desde 2014, além da implantação do VLT. Somado a isso, dar andamento a convênios fruto de emendas parlamentares e que garantem infraestrutura urbana a municípios, principalmente aos pequenos que tanto precisam. Passado esse período, minha avaliação é positiva, pois além de retomadas, realizamos entregas de obras”, disse por meio da assessoria de imprensa.

Na lista também constam reconstrução da cabeceira esquerda da Ponte Benedito Figueiredo, entre os bairros Coophema e Praeirinho; o Complexo Viário Deputado Valter Rabelo (Complexo do Tijucal); o Complexo Professora Isabel Campo, na Avenida da FEB, em Várzea Grande; além da retomada da Trincheira Professor Lenine de Campos Póvoas (Santa Rosa) e da duplicação da Avenida Parque Barbado.

Outras duas obras que também estão de alguma forma ligadas a projetos criados para Copa são apontadas pelo secretário. Uma delas é a revitalização do Complexo Turístico da Salgadeira, na Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), a 40 km de Cuiabá, na estrada que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. Os trabalhos no local estão com 95% de execução e o espaço será devolvido à população no dia do aniversário de Cuiabá, em 8 de abril deste ano.

Há ainda a drenagem na Avenida Fernando Corrêa, na região do Vaduto Jornalista Clóvis Roberto (Viaduto da UFMT). Desenhado para a passagem do VLT, é outro ponto trabalhado. As obras no local foram entregues em fevereiro passado.

Quanto ao COT Pari, a equipe de fiscalização da Secid realizou levantamento de tudo que foi feito na obra e do que ainda precisa ser concluído, para que os serviços sejam retomados. Na Avenida Jurumirim, a Secid informou que as negociações com consórcio construtor estão avançadas para realização de reserviços e conclusão da obra.

Já no caso da Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), foi garantida a manutenção dos recursos federais para obra com a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), bem como promovidas todas as sondagens técnicas necessárias para que a obra seja reiniciada até final de abril deste ano.

Sobre o VLT, o Governo decidiu romper o contrato com o Consórcio VLT, responsável pela obra, e abrir licitação para contratação de nova empresa para tocar o modal. O edital da concorrência pública está em elaboração pela equipe técnica da Secretaria de Estado das Cidades, com apoio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Controladoria-Geral do Estado (CGE).

A decisão de rompimento foi tomada depois da Operação Descarrilho, desencadeada pela Polícia Federal em agosto de 2017. A polícia investiga indícios de pagamento de propina pelas empresas integrantes do consórcio a representantes do Governo da gestão passada. Os ilícitos vieram à tona após delação do ex-governador Silval Barbosa.

Diante dos fatos, o governador Pedro Taques determinou abertura de processo administrativo, que culminou com o parecer de quebra de contrato. Faltam ainda a conclusão dos 2% restante da Arena Pantanal, que dependem de posicionamento judicial.



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