Segunda feira, 18 de junho de 2018 Edição nº 14934 13/03/2018  










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Filantrópicos ameaçam parar

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Em menos de dois meses, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) podem enfrentar mais uma paralisação de três dos principais hospitais conveniados ao SUS, em Mato Grosso. A suspensão para novos pacientes em unidades de tratamento intensivo (UTIs) está prevista para começar a partir da próxima segunda-feira (19).

O movimento deve atingir a Santa Casa, o Santa Helena e o Hospital Geral Universitário (HGU), que ficam em Cuiabá. Segundo o vice-presidente da Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos do Estado de Mato Grosso (Fehos/MT), Antonio Preza, a decisão foi comunicada no dia 16 de fevereiro passado ao Governo do Estado, a Prefeitura de Cuiabá e ao Ministério Público do Estado (MPE).

No ofício, foi dado um prazo de 30 dias para que fossem tomadas medidas por parte dos poderes responsáveis quanto às demandas das direções dos hospitais. Contudo, até ontem, nenhuma providência havia sido tomada. “No documento a gente informa que se não revessem essas regras de contratualização referentes aos leitos de UTIs, que estão alterando praticamente todo dia, as UTIs não têm como funcionar. Vamos ter que parar”, informou.

Por meio de convênio, os filantrópicos e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) pactuaram a oferta de leitos, valores e prazos para pagamentos. “A Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT), que repassa os recursos para o município, tem alterado essas regras por meio de portaria”, afirmou.

Como exemplo, ele cita o valor da UTI, que antes eram pagos R$ 1.500,00 o leito por dia. Hoje, segundo Preza, esse valor caiu para R$ 1.200. “Era para pagar no mês subsequente e passaram para 90 dias. Agora também mudaram a sistemática de fazer a cobrança. Tudo isso traz impactos e prejuízos para o hospital”, afirmou.

Por meio da assessoria de imprensa, a Ses/MT afirmou que não recebeu o ofício, sendo que o mesmo foi encaminhado especificamente para a prefeitura, que mantem o contrato com os hospitais. Porém, afiançou que o Estado atua como um apoiador das decisões do município.

Em Mato Grosso, os filantrópicos são responsáveis pelo atendimento de aproximadamente 80% dos pacientes do SUS. Em janeiro deste ano, a direção das três unidades localizadas na capital também suspendeu os novos atendimentos em UTIs. Na ocasião, a interrupção foi resultado do déficit financeiro pelo qual as instituições filantrópicas vêm enfrentando há pelo menos um ano.



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