Sábado, 23 de fevereiro de 2019 Edição nº 14930 07/03/2018  










ALINE ALMEIDAAnterior | Índice | Próxima

Ser mulher

Estamos num mês diferente. A começar por amanhã. Dia em que nós mulheres somos lembradas. Dia em que rosas, ursos, chocolates e muitas outras lembrancinhas saem das prateleiras. Amanhã é o dia em que quase todas as mulheres que nos depararmos estarão ao menos com uma rosa na mão.

E por ser mulher, seguramente digo também que é o dia em que as mulheres mais se orgulham do seu gênero. Pode ser a cerimônia toda que existe embutida na data, mas, nos sentimos mais amadas e isso dá um carinho em todo ego.

É uma pena isso, o amor, o respeito se restringirem apenas a uma data. Apesar de todas as conquistas, ser mulher ainda é difícil. Somos minoria na política, somos ainda menos remuneradas exercendo a mesma profissão que os homens. Temos que todo o dia mostrar a nossa capacidade.

É difícil ser mulher num ônibus lotado sofrendo assédio. É difícil ser mulher na disputa por um cargo de chefia, é difícil ser mulher até mesmo em casa. Tanto que não são poucos os relatos de companheiros que agridem e até matam suas mulheres.

Quantas mulheres já não sofreram assédio e não denunciaram para não serem taxadas pela sociedade de vagabunda. Sim, a realidade é essa. A mulher de vítima passa a ser a culpada por ter recebido uma cantada ou por ter sido abusada. Afinal, “o que faz uma mulher a tal hora da noite sozinha na rua, no mínimo está procurando”. Ou ainda, “com as roupas que ela veste está pedindo para ser estuprada”.

E a violência contra a mulher, Marias, Joanas, Patrícias e muitas outras, na maioria das vezes nos lares de onde deveria sair a proteção acabam sendo agredidas, torturadas e mortas. Algumas por falta de informação acabam não denunciando o companheiro. Outras por medo da taxativa sociedade e da falta de políticas públicas continuam no ciclo da violência.

A culpa não é das agredidas. Ninguém gosta de apanhar. É muito fácil para quem está do lado de fora da situação julgar alguém. Temos que mudar nossos pensamentos. Temos que evitar que as mulheres sejam somente estatísticas. Agressões e mortes de mulheres não devem ser encaradas como normais.

Vamos fazer de janeiro a dezembro, de todos os dias do ano, motivos para comemorar. Não só hoje, mas sempre, parabéns a você mulher. Você que trabalha, que cuida da casa, que cuida da família, mas que nunca perde sua essência, delicadeza e força. Olhe no espelho, se reconheça, se valorize e se ame todos os dias.



ALINE ALMEIDA é repórter



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