Terça feira, 18 de junho de 2019 Edição nº 14930 07/03/2018  










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Lula fará de tudo por candidatura

CATIA SEABRA
Da Folhapress São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, ontem, que usará todos os recursos disponíveis para garantir sua candidatura à Presidência.

Reunido na tarde de ontem com representantes da CMP (Central de Movimentos Populares) em São Paulo, Lula disse que estão tentando impedir a candidatura mais forte do campo da esquerda. Segundo relato do coordenador do movimento, Raimundo Bonfim, afirmou que vai levar a candidatura até as últimas consequências.

A conversa ocorreu durante o julgamento do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que negou por unanimidade o habeas corpus preventivo para evitar a prisão do petista antes de esgotados todos os recursos no caso do tríplex em Guarujá (SP).

VOTAÇÃO

Segundo Bonfim, Lula não acompanhou a votação.

O ex-presidente aceitou o convite para participar do congresso do movimento, no dia 4 de abril, e descreveu a agenda para as próximas semanas, incluindo uma caravana para o Sul e a participação no Fórum Social Mundial, em Salvador.

Pela manhã, Lula publicou nas redes sociais trechos da entrevista concedida a uma rádio baiana. Nela, disse esperar bom senso da Justiça.

Lula também comparou o processo a uma inquisição. "Estou me insurgindo e por isso estou candidato. Espero que haja justiça de verdade. Acredito, e tanto, que estou recorrendo", repetiu.

PEDIDO

Em parecer assinado na segunda-feira, o Ministério Público Federal defendeu a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assim que finalizado o julgamento dos recursos apresentados pela defesa ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

O Ministério Público ressaltou que a manifestação dos advogados de Lula decorre da própria interpretação dos fatos e visão de mundo, conforme a defesa de seu cliente. A acusação afirma que a maior parte das contradições e omissões apresentadas tem mais a ver com uma insatisfação da linha argumentativa adotada no acórdão do que com alguma deficiência na fundamentação.

Assim, a Procuradoria diz que as questões trazidas nos embargos revelam um inconformismo, e não falhas no acórdão. O parecer destaca que o recurso não é uma oportunidade de réplica das partes. "Não é caso de embargos, portanto, se a decisão judicial segue linha de raciocínio diversa ou faz uma valoração da prova que não coincide com a de uma das partes."



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