Quarta feira, 13 de novembro de 2019 Edição nº 14930 07/03/2018  










CRIANÇA DE DOIS ANOSAnterior | Índice | Próxima

Pai e madrasta são condenados por morte

ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

O Tribunal do Júri de Primavera do Leste (239 quilômetros de Cuiabá) condenou o casal Kátia Cristina de Almeida e Lenilson Barbosa de Souza pela morte de Maria Eduarda Santos de Souza, dois anos. O pai e a madrasta de Maria Eduarda teriam matado a criança e jogado num terreno baldio.

O júri ocorreu na última sexta-feira conduzido pelo juiz Alexandre Delicato Pampado. Segundo denúncia do Ministério Público, Lenilson teria matado a criança com a ajuda de Kátia. No total, Lenilson foi condenado a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Já Kátia Cristina foi condenada a 25 anos e 6 meses de prisão pelos mesmos crimes, em regime fechado. O juiz também negou o pedido da dupla para cumprir pena em regime domiciliar.

Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), a menina foi morta com golpes na cabeça, no dia 07 de stembro 2016, no Bairro Poncho Verde II, em Primavera do Leste. O pai teria amarrado a criança e espancado com objeto contundente. Lenilson teria se irritado depois que a criança ter defecado no colchão. Após a agressão, o pai teria ainda dado remédio para criança ficar sonolenta até morrer.

Depois que a criança morreu, o casal colocou a menina em uma caixa de papelão, onde permaneceu cinco dias no quintal da residência. Depois de perceberem que o corpo estava exalando um forte odor, o casal decidiu deixá-lo em uma mata. O corpo foi encontrado no dia 18 de setembro.

Em depoimentos, Lenilson e Katia se acusavam mutuamente quanto a agressão da menina. O homem dizia que a companheira batia na criança e Kátia afirmava que o pai era quem espancava. A madrasta confessou o crime.

O casal foi preso 11 dias após a morte da criança. À época, Kátia disse à polícia que o pai havia discutido e agredido a criança após ela ter defecado e sujado as roupas e a cama, no dia 7 de setembro de 2016. A mãe de Maria Eduarda tinha a guarda da criança, mas autorizou que a filha passasse alguns dias com o casal.

O casal morava em Água Boa (a 736 km de Cuiabá), mas saiu do Município para trabalhar em uma fazenda na região de Paranatinga (a 411 km da Capital). A madrasta, o pai e a criança ficaram nessa propriedade por aproximadamente um mês, depois se mudaram para Primavera do Leste, onde ocorreu o crime.



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