Terça feira, 15 de outubro de 2019 Edição nº 14930 07/03/2018  










DELAÇÃO DE SILVALAnterior | Índice | Próxima

Dodge quer Wellington incluído na Ararath

Procuradora solicitou ao ministro do STF, Luiz Fux, que o senador Wellington Fagundes seja incluído nas investigações da Ararath

ARQUIVO
O senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes está sendo investigado na Operação Ararath
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

A procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dogde, solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que o senador Wellington Fagundes (PR), seja incluído nas investigações da Ararath, por conta dos depoimentos do ex-governador Silval Barbosa, que teve a sua delação homologada pelo STF no ano passado.

De acordo com Dodge, o anexo envolvendo o senador, deverá ser incorporado às investigações em andamento na Polícia Federal em Mato Grosso.

"Complemente os dados de prospecção para as investigações a serem levadas a efeito, considerando os anexos da colaboração de Silval Barbosa não abarcados na relação ora apresentada", diz trecho do pedido.

De acordo com Silval Barbosa , Fagundes teria se beneficiado de propinas referentes as obras do MT Integrado e do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT).

Nas obras do MT Integrado, o senador teria recebido recursos através do ex-secretário de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu) Sinésio Nunes, para quitar dívidas de campanha. O repasse teria sido autorizado por Silval.

Já em relação ao Dnit, Silval revela que vários agentes públicos do órgão teriam solicitado cerca de R$ 2 milhões em propina para normalizar repasses ao governo, referentes a obras de construção de viadutos e trincheiras.

Em sua delação, o ex-governador narra que entre 2012 e 2013, os repasses para as obras - orçadas em R$ 160 milhões - estavam atrasados há cerca de um ano, conforme o delator. O órgão pediu vantagens indevidas para voltar a enviar a verba ao governo do MT.

Silval Barbosa relata ter sido procurado pelo então deputado federal, hoje senador, Wellington Fagundes, que o teria informado que, "se quisesse a normalidade dos repasses", teria de pagar R$ 2 milhões em propina ao então superintendente do DNIT no Mato Grosso, Luiz Antônio Garcia.

Por meio de um secretário, Silval teria repassado R$ 1 milhão a Garcia, ficando de acertar a metade restante posteriormente. Ele disse em sua delação que o operador conseguiu o dinheiro por meio de empresas que trabalhavam nas obras, mas não soube confirmar quais e nem se o débito acabou ou não sendo quitado.

"Após o pagamento da propina, o DNIT voltou a encaminhar os recursos, não sabendo afirmar qual o benefício de Wellington Fagundes nessa situação", diz trecho da delação de Silval.

VALTENIR PEREIRA - Já Valtenir Pereira (PSB), teria recebido propina oriunda da integração de recursos liberados do Governo Federal através de alguns ministérios. O peemedebista relata que, no começo do ano de 2011, em razão das chuvas, foi decretada situação de emergência no município de Colniza, já que as pontes tinham sido arrastadas e a cidade estava ilhada.

Diante da situação, o Ministro da Integração veio até a Capital e prometeu recurso para o Estado para reconstruir as pontes da região. “Os recursos foram liberados via Ministério da Integração e contaram com a ajuda do deputado federal Valtenir Pereira para o recurso ser liberado em Brasília, sendo liberado cerca de R$ 30 milhões de reais”, relata Silval.

De acordo com o ex-governador, após a liberação dos recursos, o deputado o procurou pedindo de 10% a 20% do valor liberado pelo Ministério, alegando que tinha trabalhado nesse processo.



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