Domingo, 24 de março de 2019 Edição nº 14923 24/02/2018  










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Alunos protestam em defesa do valor de R$ 1,00 no RU

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Mobilizados contra a nova política de alimentação prevista para ser implantada no restaurante universitário (RU), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), os acadêmicos realizaram ontem, no campus de Cuiabá, um ato público em defesa do preço único e pela manutenção universal de atendimento a todos os alunos da UFMT. A convocação foi feita pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Do restaurante os manifestantes foram até o gabinete da reitoria, onde discursaram e colaram cartazes. A proposta apresentada pela reitoria Myriam Serra altera o programa do RU, que hoje atende os alunos ao preço único de R$ 1,00 para o almoço e jantar e de R$ 0,25 para o café-da-manhã. O restante é subsidiado pela instituição em mais de 90%.

Para o DCE, o atual valor ou sistema garante a permanência do jovem na universidade. “O RU é considerado a maior ferramenta de assistência estudantil, uma vez que permite ao estudante permanecer durante período integral, se dedicando à sua formação acadêmica, sem ficar desassistido”, argumenta a Anna Carolyna Costa Marques.

Agora, a proposta da instituição federal é atender de acordo com a renda do acadêmico. Com isso, o RU passará a ter valores diferentes justificados pelos cortes orçamentários e pela proposta de ampliar o público atendido, mesmo com o contingenciamento de recursos.

De acordo com o DCE, a UFMT pretende isentar o pagamento da refeição de estudantes que comprovem renda de até 1,5 salário mínimo ao mês. A partir desta renda, a proposta é dividir os acadêmicos em outros dois grupos: os que pagarão o valor de R$ 5,50 e aqueles que desembolsarão o valor de R$ 11,00, ambos os valores referentes a cada refeição. Outra preocupação é de como será feita a triagem dos beneficiados.

Mas, os acadêmicos querem reverter a situação. Na segunda-feira, eles participam de assembleias nos centros acadêmicos (CAs) e, na terça-feira, à tarde, de uma assembleia geral para votação da defesa do RU a R$ 1,00 e a permanência universal de todos os estudantes.

Conforme informações da assessoria, a UFMT adotará a nova política de alimentação visando a ampliação do acesso gratuito aos estudantes que comprovem renda até 1,5 salário mínimo ao RU e acesso subsidiado para estudantes com outros fatores de vulnerabilidade socioeconômica, no limite do orçamento do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e da UFMT. Estudantes com renda superior pagarão o valor sem subsídio.

“Para a reestruturação da política de alimentação, além da verba do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) para o auxílio alimentação destinada à UFMT, no valor de R$ 3 milhões, a Universidade manterá investimento deste serviço com renda própria”, informou.

A implantação da nova política de alimentação será gradual, a partir de março de 2018, e observada por um Comitê Gestor de Acompanhamento da Política Alimentar. “Atualmente, na assistência estudantil, em torno de 1.500 estudantes recebem o auxílio alimentação, após se submeterem a edital. Nesta reestruturação, a projeção é alcançar o dobro de estudantes beneficiados com a gratuidade. Significaria potencializar o que a política de assistência estudantil já se compromete; que é a priorização dos mais vulneráveis”, afirma a pró-reitora de Assistência Estudantil, Erivã Garcia Velasco.

Desde 2014, o governo federal vem fazendo cortes no sistema de ensino superior do país. Em 2017, o orçamento da UFMT na capital comparado ao do ano anterior, teve redução de cerca de 38% para a realização de obras e aquisição de equipamentos, e de aproximadamente 4,5% na verba destinada ao custeio, referente a manutenção de despesas básicas. No caso da Assistência Estudantil a perda orçamentária foi de 3,15%, no ano passado.



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· É sabido que tem muitos estudantes care  - Moises
· Por aí vê-se o caráter desses futuros &q  - JOÃO GALDINO DE MEDEIROS




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