Sábado, 23 de março de 2019 Edição nº 14921 22/02/2018  










R$ 1,35 MILHÃOAnterior | Índice | Próxima

César Zílio paga e se livra da tornozeleira eletrônica

Da Reportagem

Após quase dois anos sendo monitorado pela Justiça por meio de tornozeleira eletrônica, o ex-secretário de Estado César Roberto Zílio não irá mais utilizar o equipamento. A determinação para retirada da tornozeleira partiu da juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane de Arruda.

A medida se deu em decorrência do cumprimento da devolução de valores previsto no termo de delação premiada firmada pelo ex-secretário Juno ao Ministério Público Estadual (MPE). No acordo, Zílio previa a devolução de R$ 1,350 milhão em seis parcelas mensais.

“Considerando as justificativas formuladas pelo Ministério Público e verificando que o aditamento do Acordo de Colaboração Premiada não traz prejuízos à instrução processual, homologo-o. Uma vez que o aditamento do acordo de colaboração premiada prevê a retirada do monitoramento eletrônico, determino que assim se proceda, devendo o réu César Roberto Zílio comparecer à Central de Monitoramento neste Fórum para as providências necessárias e posterior comunicação a este Juízo”, diz trecho do despacho.

Zílio, entretanto, continuará tendo que comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar as atividades. Além disso, não pode se ausentar de Cuiabá por mais de 03 dias sem autorização, não pode se comunicar com outros réus ou testemunhas do processo, e ainda está proibido de frequentar órgãos públicos estaduais em Mato Grosso sem autorização.

O ex-secretário foi preso durante a 2ª fase da “Operação Sodoma”, deflagrada em abril de 2016. Ele foi libertado uma semana depois, após firmar o termo de delação premiada. Ele confessou os crimes, detalhou como todos os esquemas de cobrança de propina eram operados e citaram nomes de vários envolvidos, incluindo o ex-governador Silval Barbosa. Desde então, Zílio é monitorado por meio da tornozeleira eletrônica.

Zílio é um dos réus da segunda fase da operação “Sodoma”, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro, com origem em propina, na compra de um imóvel em Cuiabá.

Nesta fase, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) investiga desvio de dinheiro público por meio de desapropriação de um imóvel no bairro Jardim Liberdade na Capital.

Zílios e os demais acusados teriam causado um rombo de aproximadamente R$ 15 milhões aos cofres públicos. A transação, por sua vez, custou cerca de R$ 30 milhões.



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