Sexta feira, 20 de setembro de 2019 Edição nº 14921 22/02/2018  










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Exército faz operação em presídio

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Varredura em presídio no Rio de Janeiro conta com a participação do Exército Brasileiro e agentes da Polícia Civil
NICOLA PAMPLONA
Da Folhapress – Rio

A Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) do Rio e as Forças Armadas iniciaram na manhã de ontem operação conjunta na Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, na Baixada Fluminense, onde houve rebelião no último domingo.

O objetivo é fazer uma varredura nas instalações em busca de materiais não autorizados, como armas, telefones celulares ou drogas. Na madrugada de segunda, após o fim da rebelião, foram apreendidos um revólver, duas pistolas e uma granada de efeito moral.

A rebelião foi iniciada na tarde de domingo, depois que agentes penitenciários frustraram uma tentativa de fuga. Na hora da contagem dos presos, oito agentes e dez detentos foram feitos reféns por um grupo.

No mesmo dia, a Seap havia anunciado que antecipou reforço na segurança dos presídios após o anúncio da intervenção federal na segurança pública do Estado, que foi feito na sexta.

O objetivo é evitar tentativas de fuga e conter eventuais instabilidades no sistema carcerário do Estado, que tem cerca de 51 mil detentos em presídios com 31 mil vagas.

Na operação de ontem, as Forças Armadas cooperarão com cães farejadores e especialistas em detecção de metais. Os agentes da Seap realizarão vasculhamento e varredura tátil.

"Os militares, em nenhum momento, estabelecerão contato com os detentos", afirmou a Seap. Todos os presos serão evacuados à medida em que os pavilhões forem inspecionados.

A Penitenciária Milton Dias Moreira tem capacidade para 884 detentos, mas mantinha 2.027 em janeiro, segunda dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). É uma unidade "neutra", ou seja, para presos não ligados a facções criminosas.

De acordo com a Seap, a operação está sendo acompanhada pelo CML (Comando Militar do Leste), mas ainda está respaldada pelo decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e não da intervenção federal.

COLAPSO

O Rio de Janeiro passa por uma grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública. Desde junho de 2016, o Estado está em situação de calamidade pública e conta com o auxílio das Forças Armadas desde setembro do ano passado.

Não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs aprovados em concurso. Policiais trabalham com armamento obsoleto e sem combustível para o carro das corporações. Faltam equipamentos como coletes e munição.

A falta de estrutura atinge em cheio o moral da tropa policial e torna os agentes vítimas da criminalidade. Somente neste ano, 18 PMs foram assassinados no Estado -foram 134 em 2017.



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