Terça feira, 21 de maio de 2019 Edição nº 14920 21/02/2018  










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Silval e Mauro Savi receberam R$ 1,5 mi

Da Reportagem

Para garantir o contrato junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a empresa FDL Fidúcia pagou R$ 1,5 milhão ao ex-governador Silval Barbosa e ao deputado estadual Mauro Savi (PSB). A informação consta no relatório elaborado pelo Ministério Público Estadual (MPE) que culminou na deflagração da Operação Bereré na última segunda-feira (19).

Conforme o documento, cada um teria recebido R$ 750 mil da empresa para garantir o contrato com o órgão estadual. O dinheiro foi pago aos políticos a título de propina e foi utilizado para financiar a campanha eleitoral de ambos, que concorreram aos cargos nas eleições de 2010.

O fato foi narrado aos promotores de justiça pelo ex-diretor da autarquia, Teodoro Lopes “Dóia”, que firmou delação premiada. De acordo com ele, entre os meses de julho e agosto de 2009 foi convocado para uma reunião no gabinete de Savi, onde também estavam presentes o advogado Marcelo da Costa e Silva e o empresário Roque Anildo Reinheimer.

Na ocasião, eles teriam oferecido a Dóia a execução da atividade de registro junto o Detran. As negociações, entretanto, só começaram a andar pouco tempo depois quando o ex-presidente do Detran foi apresentado ao empresário Marison Marcos Amaro, representante da FDL.

Conforme o Ministério Público, para garantir o negócio, Marcelo da Costa teria se comprometido a repassar o dinheiro referente a um mês de pagamento recebido pela FDL do Detran, a Silval e Mauro Savi.

“[...] promessa que, depois da efetivação do contrato entre Detran e FDL Fedúcia, teria sido cumprida pelo repasse, em espécie, do valor de R$ 750 mil para cada um”, diz trecho do documento.

Após o recebimento do montante, Dóia determinou a abertura do processo licitatório para contratação de empresa para a execução dos contratos. A fim de garantir o direcionamento do certame, o edital foi elaborado nos mesmos moldes de uma licitação vencida pela FDL em Piauí.

Diante disso, a empresa acabou vencendo a licitação e firmou um contrato com o Governo do Estado pelo período de 20 anos. “Uma vez firmado o contrato, os investigados Mauro Savi, Eduardo Botelho, Silvio Cesar Correa, Marcelo da Costa, Eduardo da Costa, Claudemir Pereira dos Santos, Rafael Yamada Torres e o próprio Teodoro Lopes se organizaram a fim de garantir a continuidade do contrato, formando uma rede de proteção em troca de recebimento de vantagens pecuniárias da parte da FDL, propina na ordem de 30% do valor recebido pela FDL do Detran, repassado por intermédio das empresas que foram criadas em nome dos integrantes da rede de proteção do contrato”, diz trecho do relatório do MPE.

O investigado, Rafael Torres, figurava no quadro societário da empresa e ficava com 10% dinheiro repassado pela FDL ao suposto grupo criminoso. Ele foi procurado, para compor o esquema, pelo irmão de Silval, Antônio Barbosa e aceitou a proposta em troca da porcentagem. O restante da propina era repassado ao ex-governador e ao seu irmão.

Em delação premiada firmada junto a Procuradoria Geral da República, Antônio Barbosa confirmou o esquema. Ele afirma que foi procurado pelo advoga Marcelo Silva, em nome do ex-deputado federal Pedro Henry.

Pouco tempo depois de o contrato com FDL ser firmado, Dóia teria tentado ajudar o contrato para que o Departamento de Trânsito recebesse uma parte maior relacionada à sua execução, diminuindo, assim, o lucro da referida empresa. No entanto, foi ameaçado de ser destituído do cargo por Savi através de seu assessor Dalton Luiz Santos.

O contrato foi repactuado por duas vezes, sendo a primeira no ano de 2014, onde foi elevado de 10% para 30% os repasses para o órgão estadual. Já a segunda repactuação ocorreu em fevereiro de 2016, elevou para 50% do valor arrecadado pela empresa ao Detran.

Em determinado período, a empresa FDL passou a se chamar EIG Mercados LTDA. Vale ressaltar também que, a empresa teve vários sócios entre eles José Ferreira Gonçalves e Jose Ferreira Gonçalves, posteriormente Roque Anildo Reinhemer, Claudemir Pereira dos Santos, Eduardo Botelho, Eduardo da Costa e Rafael Torres.

Uma auditoria realizada pelo Governo do Estado e utilizada nas investigações constatou que, apesar dos valores vultuosos movimentados pela empresa, a mesma não tinha, se quer, sede própria e também não contava com funcionários. (KA)



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