Domingo, 17 de fevereiro de 2019 Edição nº 14920 21/02/2018  










JOANICE DE DEUSAnterior | Índice | Próxima

Nossas fronteiras

A atuação de um poder paralelo ditado pelo crime organizado é real e age à sombra de um Estado que não consegue cumprir seu dever constitucional de promover a segurança pública. No Rio de Janeiro (RJ), a saída encontrada pelo governo federal foi a intervenção federal.

Com a medida, centenas de militares, muitos deles com rostos cobertos por balaclavas, dezenas de caminhões, tanques e veículos blindados do Exército estão sendo empregados como objetivo reduzir a violência urbana que assola a capital fluminense. Se vai dar certo e se o resultado será positivo ou negativo só o tempo dirá.

Para os defensores, a medida é drástica e necessária devido ao “grave comprometimento da ordem pública” na cidade. “Ao contrário do que acontece em outros estados, nos quais grande parte dos crimes violentos é pulverizada, no Rio de Janeiro estabeleceu-se zonas de controle bem delimitadas, onde o Estado não entra e que chegam a dar lugar a disputas territoriais entre quadrilhas rivais”, discursou a relatora da proposta, deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), durante a aprovação na Câmara dos Deputados.

Em seu parecer, ela pediu, inclusive, que o governo federal apresente recursos federais em caráter continuado, a serem usados na segurança pública e nas áreas de assistência social. Mas, é a falta de investimento e de ações efetivas nesta última área, além da Educação, que a intervenção sofre as críticas.

Para especialistas da área, a intervenção nada mais é do que uma medida paliativa e que apenas irá melhorar a sensação de segurança de forma passageira. Também reproduz tentativas anteriores mal sucedidas e que buscam vitimizar ainda mais as comunidades pobres e afetadas pelo crime organizado, além de serem necessários altos custos aos cofres públicos. O decreto assinado pelo presidente Michel Temer estabelece intervenção federal até o dia 31 de dezembro deste ano. A estimativa é durante os próximos dez meses, sejam necessários cerca de R$ 250 milhões adicionais para custeio e investimento das ações de intervenção no Rio de Janeiro.

Um detalhe importante é que o Rio de Janeiro não está sozinho nesse cenário de completo descontrole da segurança pública e a situação não pode ser tratada de forma isolada. Exemplo disso é Mato Grosso que conta com uma extensa área de fronteira e de risco, tanto em relação à segurança pública do país como na defesa e no combate ao tráfico organizado e ao contrabando.

Faltam investimentos e proteção das fronteiras, que não devem ser esquecidas por serem porta de entrada das drogas e armas que abastecem as organizações criminosas, como as que atuam no Rio de Janeiro.



JOANICE DE DEUS é repórter

joanice@diariodecuiaba.com.br



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