Sexta feira, 18 de outubro de 2019 Edição nº 14918 17/02/2018  










EDUARDO GOMESAnterior | Índice | Próxima

De lugar

Por não ser ciência exata, política se faz com habilidade, astúcia, ouvindo e se fazendo ouvir, com liderança e liderados, com competência aliada a doses de afagos, convergência e divergência. Em Mato Grosso, ninguém sabe mais sobre essa verdadeira arte do que ele, em cujas veias, misturado ao sangue, corre o vício político, que não tem cura, não admite recaída, mas que não é transmissível.

Nos meios políticos, com as exceções de praxe, o indivíduo é identificado e reverenciado por seu cargo. “Aquele é o governador fulano”, “esse é o deputado cicrano”, “o outro lá é o senador beltrano”. Com ele, não. Depois de exercer relevantes cargos no Executivo e na esfera parlamentar – e ora congressista, todos o chamam pelo nome: melhor ainda, pelo sobrenome que tanto preza. É o Bezerra, o Carlos Gomes Bezerra, chapadense.

Bezerra cumpre o quarto mandato de deputado federal. Por duas vezes foi prefeito de Rondonópolis. Governou Mato Grosso e exerceu mandato de senador. Pode se orgulhar de seu DNA partidário. Antes do bipartidarismo militava no PTB. Com a extinção dos partidos e a criação da Arena e MDB, ficou com o segundo. Passou por todas as fases do velho e bom Manda Brasa, que mais tarde seria PMDB e retornaria ao nome primitivo. Liderou o movimento pela incorporação do PP, que levou para sua legenda figuras da UDN que tanto combateu; agiu assim para quebrar a hegemonia do poder estadual, o que começou em 1982 e se consolidaria em 1986 com sua chegada ao Paiaguás.

Verdadeiro político é aquele que transita entre os sentimentos de ódio e paixão de eleitores ou não. Bezerra nunca tirou os pés desse caminho. Em todos os lugares, nas rodas de debate, na imprensa, vida afora, há sempre alguém disposto a criticá-lo ou a elogiá-lo. O ser humano não é perfeito nem poderia ser. Suas falhas não caberiam neste artigo, ainda que ele fosse exclusivo para publicá-las. A edição do jornal seria pouco espaço para enumerar suas virtudes.

Em nenhum momento Bezerra vacila quando se trata da defesa do trabalhador, das garantias individuais ou coletivas. Foi autor da PEC das Domésticas. Tem um belo histórico de lutas. Partidário, sempre tem uma mão estendida aos companheiros e outra pronta para pulverizar quem cruza o caminho de seu MDB, do qual é presidente regional e principal líder. Com base nisso, posso chamá-lo de anjo e demônio dependendo do ângulo que o vejo.

Experiente, no auge da maturidade, ele desafia a idade e carrega no peito o sonho de lutas que embalou sua juventude nos movimentos estudantis. Meu caro Bezerra, Mato Grosso precisa muito de sua sagacidade, de seu saber. Drible logo os problemas que o abalaram, saia do hospital porque seu lugar é na Câmara, no palanque, nas reuniões políticas e no meio do povo. Saúde, companheiro!



EDUARDO GOMES DE ANDRADE é jornalista

eduardo@diariodecuiaba.com.br



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