Terça feira, 20 de agosto de 2019 Edição nº 14918 17/02/2018  










LAVA JATOAnterior | Índice | Próxima

Joesley diz que foi induzido a erro

DANIELA LIMA
Da Folhapress – São Paulo

A defesa do empresário Joesley Batista diz que ele não tinha como saber que Marcello Miller ainda estava na Procuradoria-Geral da República quando começou a negociar a contratação pela J&F.

Os advogados do empresário juntaram uma série de depoimentos e documentos para construir a versão de que o ex-procurador foi apresentado à empresa como alguém que já não tinha mais vínculo com o MPF.

Entre os papéis, há até documentos que indicam que a empresa foi cobrada a pagar R$ 700 mil para garantir que Miller não atuasse para seus concorrentes sem saber que era o passe do ex-procurador que estava em jogo.

Os dados estão em uma petição endereçada ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Na ação, a defesa de Batista pede a manutenção do acordo de delação firmado pelo empresário. A estratégia indica o início de uma guerra sobre a narrativa que levou os irmãos à delação.

O trato foi desfeito pela PGR após as suspeitas de que Joesley omitiu fatos criminosos - como a atuação de Miller enquanto ainda estava na Procuradoria- dos investigadores.

Em um trecho do autogrampo, Joesley Batista diz a Ricardo Saud, da J&F: "Na minha cabeça, Marcello é do MPF, ponto. O Marcello tem linha direta com o Janot".

LINHA DIRETA

Na peça, a defesa de Batista aponta a advogada Esther Flesch, ex-sócia do Trench Rossi Watanabe, como linha auxiliar da narrativa apresentada por Miller que teria levado o empresário a erro.

A menção aos R$ 700 mil que teriam sido cobrados a título de "retainer", uma cláusula que garante o pagamento de honorários apenas para impedir que um advogado atenda a concorrentes, aparece em um trecho no qual os advogados de Joesley rebatem suspeitas sobre a cobrança de uma fatura emitida pelo escritório TRW em 17 de maio.

"[A fatura seria] Na interpretação da Procuradoria-Geral da República para fins de cobrança de atuação de Marcello Miller. Ocorre que, conforme dá conta o próprio escritório de advocacia TRW, a fatura foi emitida sem fazer qualquer menção aos profissionais envolvidos", afirmam os advogados do empresário, que em seguida reproduzem trecho da informação prestada à Justiça pelo Trench.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




19:06 Cabo ingressa com HC na Justiça
19:06 Eder recebe nova condenação: 24 anos
19:06 Reunião de Pedro Taques com desembargadores é adiada
19:06 “O Emanuel levou R$ 20 mil”, disse Silvio
19:05 Silvio confirma propina para prefeito


18:26 BOA DISSONANTE
18:26 Governo propõe aumentar o contingenciamento
18:25 Fim dos conflitos agrários
18:25 A justiça e a política
18:24 O poder do jornalismo
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018