Domingo, 17 de fevereiro de 2019 Edição nº 14918 17/02/2018  










MEIO AMBIENTEAnterior | Índice | Próxima

Governo aponta redução de 25% da exploração ilegal de madeira

ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) contestou os dados publicados no estudo do Instituto Centro de Vida (ICV). No último dia 15 o Instituto divulgou o estudo que apontou 41% da exploração de madeira em Mato Grosso foi feita de forma ilegal. A pasta pontuou que a ilegalidade é combatida com eficiência e gestão estratégica, plano que foi implantado na secretaria nos últimos 20 meses.

A secretaria enfatiza que o estudo não traz detalhamento da metodologia empregada e não possui uma anotação de responsabilidade técnica. “Cabe ressaltar que o próprio ICV diz que reduzimos 25% da ilegalidade nos últimos anos, redução nunca antes vista na história mato-grossense”, confirma.

O resultado positivo é fruto de várias ações da atual gestão de Governo, entre elas também da implantação da estratégia PCI (Produzir, Conservar e Incluir) de desenvolvimento sustentável e, no âmbito da Sema, da Unidade Estratégica de Transparência e Geoinformação, Unidade de Inteligência, entre outras ações. “Outra demonstração de resultados positivos do trabalho eficiente realizado pela Sema é que o estudo do ICV aponta que 93% (262,5 mil hectares) das áreas exploradas legalmente no estado ocorreram a partir de Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS). Ou seja, o que é licenciado pela Sema é feito dentro da legalidade e seguindo as premissas necessárias para garantir a conservação da floresta para as futuras gerações”, destaca a Sema.

A secretaria confirma ainda que nos últimos anos realizou uma força-tarefa na fiscalização e na responsabilização aos crimes ambientais. “Fato é que reduzimos o desmatamento em torno de 16% (Sema) em 2016 e em torno de 10% (INPE) em 2017”.

A respeito das Terras Indígenas, a pasta frisa que se trata de uma jurisprudência federal. Mesmo assim, a secretaria sempre está comprometida a auxiliar no que for necessário dentro dos territórios protegidos, com ajuda ao combate a incêndios, por exemplo. “Já para licenciamentos realizados no entorno de terras indígenas, a Sema tem a preocupação em sempre comunicar a Funai sobre os documentos emitidos na região. No entanto, a pasta ressalta que não temos tido retorno do órgão a respeito dessas licenças”.

Dados - A Sema faz gestão em uma área de 9 milhões de quilômetros quadrados. E 67% do nosso território preservado, um vasto ativo florestal que está sendo colocado em discussão para as políticas de REDD+ na redução de efeito estufa e da degradação florestal. O Estado teve reconhecimento da Alemanha e do Reino Unido que destinaram R$ 170 milhões para investimentos no combate ao desmatamento, reflorestamento e ações de apoio à agricultura familiar e comunidades tradicionais. O investimento está garantido por meio do Programa Global REDD Early Movers (REDD para Pioneiros – REM) e tem o objetivo de premiar países ou estados que têm investido na conservação da floresta e na produção sustentável.



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