Quinta feira, 13 de dezembro de 2018 Edição nº 14917 16/02/2018  










GRACI OURIVES DE MIRANDAAnterior | Índice | Próxima

Poderes cadê você?

No dia 09 de dezembro de 2017, sem dificuldades, sem jantares, nem almoços ou viagens para outros Estados do Brasil, o Governador de São Paulo, Geraldo José Rodrigues Alckmin, foi eleito Presidente do PSDB. Recebeu 470 votos favoráveis, uma abstenção e somente 3 votos contra.

Parabéns!

Enquanto isso os presidentes atêm-se a encontros e reuniões para se manterem no poder e articular o número de votos para conseguir seus objetivos! Não se evidenciou tal fato com o Governador de São Paulo.

É passado cristalino que está ditando as regras de poder?

O Brasil poderia ser sempre assim: a população assistindo uma eleição medianamente "equilibrada", sem tantos custos do dinheiro público para angariar votos e se manter no poder. Se bem que vigorou lentamente a exigência, ou seja, a cobrança de ocupação de uma das pastas: Direitos Humanos. É um toma lá dá cá!

É vergonhoso quando lançamos o olhar às articulações sobre o número de votos para conseguir aprovar alguns projetos. Ultimamente, nós, sociedade, nos encontramos exaustos de assistir: "eu voto conforme orientações do meu partido". Isto nos remete às leituras dos anos 40. "Orientações?"

Em se tratando de "orientações" nos faz lembrar de Vitor Nunes Leal, (1948), em seu Livro "Coronelismo Enxada e Voto", que tratou do voto de "cabresto" ou "curral eleitoral". Assim os eleitores votavam sob orientações do "coronel". Será que, ainda, está ocorrendo?

Conforme Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): "(...)os homens são iguais: os males só surgiram depois que certos homens resolveram demarcar pedaços de terra, dizendo a si mesmo: Esta terra é minha. E então nasceram os vários graus de desigualdade Humana."

E em Mato Grosso? Quem tem maior número de hectares? Será por este motivo que alguns se mantêm no poder? Há orientações? Ser líder é difícil?

Eu me pergunto: por que os políticos ao invés de orientar os votantes não perdem um pouquinho de tempo para contabilizar os números de escolas que foram abertas nas 27 capitais do Brasil? Os eleitos deveriam contabilizar os números de bibliotecas existentes nos bairros das cidades brasileiras e se as mesmas estão oferecendo número de livros que a lei vigente lhes impõe.

E as cadeias com excesso populacional? Basta manter diálogo com o Juiz Geraldo Fidélis, titular da Vara de Execuções Penais de Cuiabá-MT. O doutor Fidélis conhece a realidade social do Estado então, as autoridades necessitam ajudá-lo a resolver as questões das políticas públicas.

Então, candidatos, atenham-se aos problemas locais, visitem seus Estados, visitem as bibliotecas e as populações carcerárias. Esqueçam de "direcionar" o voto. Recebem um cargo aqui e outro acolá!

Celeridade para vigorar o trabalho e juntar-se à sociedade.

Necessitamos de orientações para melhorar a vida das pessoas.



* GRACI OURIVES DE MIRANDA – professora português/literaturas: língua portuguesa e inglês/literatura inglesa. Formada UFMT. Registro LP9614565/Demec/SP-SP. Especialização História Social - UFMT. Curso - USP-SP: "Prática de ensino da língua inglesa". 02 artigos científicos - UFMT. 04 Livros publicados, sendo 1 - obra científica.

go.miranda@uol.com.br



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