Quarta feira, 23 de janeiro de 2019 Edição nº 14915 10/02/2018  










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Zaqueu vai para prisão domiciliar

Da Reportagem

Após 264 dias preso, o ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa, conseguiu converter a sua reclusão para prisão domiciliar. A decisão foi do Conselho Especial de Justiça formado por coronéis da Polícia Militar, que rejeitaram a decisão do juiz Murilo Mesquita Moura, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, que queria a manutenção da prisão preventiva contra Zaqueu.

Agora o militar permanecerá em casa, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Já o cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior permanecerá preso.

Durante a audiência de custódia, O Ministério Público Estadual (MPE) se manifestou pela manutenção da prisão dos militares, solicitada pelas defesas dos réus Zaqueu Barbosa e Gerson Correia. A defesa entende que ambos já passaram muito tempo presos, sendo o total de oito meses e meio. Porém, Zaqueu obteve três votos favoráveis e dois contrários para ir para a prisão domiciliar. Já Gerson teve a manutenção da prisão preventiva por unanimidade.

Ainda no julgamento, o Conselho de Sentença manteve as prisões domiciliares e as medidas cautelares, entre elas tornozeleiras, dos coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente. Foram três votos a dois. \"Tomou decisão acima do coronel. Por isso deve continuar preso\", disse o ultimo conselheiro a votar.

Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson foram presos no dia 23 de maio do ano passado. Eles são acusados de serem os principais operadores do esquema de interceptações clandestinas que ocorreu no Estado.

Escândalo dos Grampos - O caso veio à tona no dia 11 de maio deste ano, quando o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques deixou o governo. A denúncia foi feita à Procuradoria-Geral da República pelo promotor Mauro Zaque em janeiro deste ano, um ano e um mês após ter pedido demissão do cargo de secretário da Segurança Pública.

De acordo com as investigações, uma central de interceptações telefônicas foi criada pelo alto comando da PM de Mato Grosso.

Entre as vítimas da arapongagem em 2014 estão os dois coordenadores jurídicos das campanhas adversárias de Taques em 2014, José do Patrocínio (campanha de Lúdio Cabral - PT) e José Antônio Rosa (campanha de Janete Riva - PSD). E também o ex-candidato a governador, José Marcondes, o \"Muvuca\", a deputada estadual Janaina Riva (PMDB) e desembargador aposentado José Ferreira Leite.

Atualmente o caso está sob investigação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, que solicitou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) todos os inquéritos sobre o caso.

Campbell atendeu aos pedidos feitos pelo governador Pedro Taques (PSDB) e pelo Ministério Público Federal (MPF). Ao impor o sigilo, o ministro argumentou ser um ato necessário para \"preservar a atual fase da investigação\". (PR)



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