Segunda feira, 20 de maio de 2019 Edição nº 14914 09/02/2018  










ROSIVALDO SENNAAnterior | Índice | Próxima

Prata da casa

Está sacramentado. Para ter boa tranquilidade financeira, um clube de futebol terá, além de uma boa administração, que investir na formação de jogador, o chamado "Prata da Casa", e ponto final. Como exemplo, podemos citar grandes clubes brasileiros, como Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético-MG e outros. O mais privilegiado de todos foi o Santos que revelou Pelé, o rei do futebol. E a regra vale para todos. Até para os clubes de Mato Grosso.

Hoje, apesar do conceito futebol-empresa, adotado por poucos, mas sonhado por muitos, os grandes clubes ainda revelam bons jogadores. E mesmo enfrentando a ganância dos empresários, ainda conseguem fazer um bom dinheirinho. Só isso, porque a alegria que poderia dar a sua torcida não acontece, pois de forma prematura acabam sendo vendidos para clubes do exterior. Basta ter pinta de craque, que o "olho gordo" aparece. Alguns, como Roberto Carlos, Ronaldo, Ronaldinho, entre outros, se deram bem. Outros caíram no chamado "conto do vigário" e retornaram ao Brasil lamentando, profundamente, terem saído daqui.

Desestruturado, mas buscando insistentemente um lugar ao Sol, os clubes de Mato Grosso deixaram de "fabricar" seus craques. A última revelação de grande expressão, fechando definitivamente a fase romântica do nosso futebol, foi Beto, do Dom Bosco, trocado com o Botafogo do Rio por alguns pares de chuteiras. Digo romântica, porque naquela época o futebol era dirigido mais na base do coração do que da razão. Esta transição do futebol romântico para o empresarial ao que parece ainda não foi assimilada pelos atuais dirigentes. Por falta de dinheiro e curto espaço de tempo para apresentar resultados, a chamada formação de base foi abandonada. E nessa de pouco ou nenhum recurso, o Dom Bosco, de forma forçada, foi o único a participar do Campeonato Estadual do ano passado com mais de 90% dos jogadores formados aqui. Mas sem estrutura, este trabalho poderá cair por terra. E, ao que tudo indica, tirando o Cuiabá e o Luverdense, a falta de investimento deverá continuar. Alguém discorda?



ROSIVALDO SENNA é jornalista em Cuiabá

rosivaldosena@hotmail.com



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