Quinta feira, 20 de junho de 2019 Edição nº 14913 08/02/2018  










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Polícia acusa família de matar fazendeiro

Amante e familiares dela são apontados como responsáveis por matar e queimar o fazendeiro Moisés Moraes

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Cinco pessoas são apontadas pela Polícia Civil de envolvimento no assassinato do fazendeiro Moisés Moraes, 57 anos, em Juara (709 quilômetros, ao médio-norte de Cuiabá). A vítima que estava desaparecida desde 29 de janeiro deste ano e foi morta pela amante e a família dela. Os envolvidos teriam confessado o crime à polícia.

Além da amante, uma mulher de 44 anos, com quem ele tinha um romance extraconjugal há 5 anos, também são acusados do crime o marido dela, de 53 anos, o filho de 22, a filha de 19 e um vizinho de 39 anos.

De acordo com a polícia, o fazendeiro frequentava a casa da família da amante e estava se separando da atual mulher para ficar com ela, que decidiu não se separar. O fazendeiro passou a pressionar a amante para que ela se separasse, ameaçando mostrar fotos e vídeos deles ao marido. Então, se fazendo de vítima, a mulher inventou uma história ao filho, dizendo que era abusada sexualmente e ameaçada com arma de fogo pelo fazendeiro.

“O filho acreditou e passou para o pai que também acreditou na história da mulher. Então chamaram um terceiro, um vizinho que também havia se desentendido com a vítima. No dia 29, à tarde, 15 horas, o marido fez com que a mulher ligasse para a vítima o chamasse para se encontrar com ela. Quando o fazendeiro chegou com a moto, antes de descer já tomou um tiro do marido”, contou o delegado de Juara, Carlos Henrique Engelmann.

Na sequência, a vítima foi alvejada com mais 10 tiros efetuados pelo filho, um tiro do vizinho e mais um disparo do marido. Após, a vítima foi enrolada em uma lona e levada para o meio do pasto, onde atearam fogo juntamente com uma pilha de madeira. O corpo permaneceu queimando por três dias, desintegrando-se totalmente.

Somente a filha de 19 não participou diretamente do crime, mas teria ajudado a transportar o corpo até a área da propriedade onde foi colocado fogo. O delegado de Juara, Carlos Henrique Engelmann, disse que na última segunda-feira (05), a família foi levada para a delegacia e terminaram por confessar o assassinato.

Em buscas na casa, foram apreendidas três armas de fogo (espingarda 28, carabina 22, revólver 22) e na residência do vizinho outras três armas (carabina 38, rifle 22, revólver 22). “Todos confessaram a autoria delitiva, prestaram os depoimentos bastante verossímil dos detalhes do crime”, afirmou.

O delegado informou ainda que o marido e o vizinho foram presos por posse ilegal de arma de fogo, pagaram fiança e foram postos em liberdade. Mas, serão responsabilizados no inquérito policial, assim como os demais envolvidos, por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e posse irregular de arma de fogo. Os nomes dos envolvidos não foram informados, por ainda estarem sob investigação.



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