Sexta feira, 22 de fevereiro de 2019 Edição nº 14913 08/02/2018  










EDUARDO PÓVOASAnterior | Índice | Próxima

O ovo

Quando a dona de casa vai ao supermercado comprar ovos, ela se preocupa primeiro com a aparência da casca do ovo, depois com seu odor.

Imagine se uma dona de casa vai comprar um ovo com sua casca cheia de fezes da galinha. Vai? Claro que não.

Se a casca estiver bem limpinha e bonita, ela (pelo menos eu faço isso) deve colocar os ovos discretamente próximos de sua cavidade nasal e ver se eles não têm nenhum problema. Algumas, como minha sogra, ao chegar a casa coloca os ovos dentro de uma panela com água e observa: o que boiar está ruim para o consumo, e o que se mantiver no fundo da panela está bom. Experimente.

Baseado nisto, faço uma comparação entre o ovo e nossa Cuiabá.

Aqui não vai de um cuiabano apaixonado por sua cidade, critica a nenhuma autoridade, desde Pascoal Moreira Cabral até Emanuel Pinheiro. Isto é uma sugestão, e alguns tópicos que relatarei agora, já foram por mim feitos no sentido de ver minha cidade amada como uma debutante no oito de abril de 2019.

Como o ovo, por dentro ela está ficando bonita. Suas praças, jardins e viadutos, nas mãos do competente secretário Stopa, cada dia ganha uma admiração especial de quem as vê.

Nosso centro histórico passa por recuperação de suas ruas e avenidas e ficará em breve elegante.

Nesta recuperação da malha asfáltica minha sugestão ao prefeito é incluir a Avenida Edgar Vieira, aquela ao lado da UFMT que dá acesso ao bairro Boa Esperança e liga outros bairros ao centro. Este asfalto tem no mínimo quarenta anos (sou testemunha ocular disto) e está mais remendado que calça feita pra baile de São João.

Sugeri também ao prefeito que procurasse um muro ou uma casa de taipa socada, a desapropriasse e a restaurasse para que daqui a cem ou duzentos anos, os novos cuiabanos possam saber como nossos ancestrais construíram suas primeiras casas. Isto pouco custará. Apressem, pois estes muros estão sendo derrubados para dar passagem ao progresso.

Igualmente sugeri que o prefeito conseguisse uma parceria com empresários daqui ou de fora, para que em cima do cais flutuante construído em governos passados, pudesse ser ali erguido um restaurante que contemplasse o pôr do sol da nossa joia, o Rio Cuiabá.

E nossa famosa “retreta” da Praça Alencastro aos domingos? Que tal se voltasse?

Agora falemos um pouco da casca do ovo. Como vocês viram, nossa gema e nossa clara vão bem, com muito trabalho, mas vão.

Agora prefeito nossa “casca”, (a entrada da cidade) principalmente no distrito Industrial, é de dar vergonha em quem por lá trafegue. Eu sei, eu sei que ali não é competência da Prefeitura e sim do DNIT. Eu bem que sei, mas o desleixo com que o órgão federal trata este bairro, nós cuiabanos temos de tomar providências.

Agora, se desde já o senhor não fizer uma pressão vultuosa no DNIT para que eles arrumem a entrada da cidade, será a mesma coisa que dar a nossa debutante um vestido de cem mil dólares para seu baile e na hora que ela sorrir para a fotografia, estiver sem nenhum dente na boca.

A casca tem que estar igual à gema limpa, limpa!!!



* EDUARDO PÓVOAS – cirurgião dentista pós-graduado pela UFRJ

eduardopovoas@outlook.com



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