Terça feira, 20 de agosto de 2019 Edição nº 14913 08/02/2018  










JOANICE DE DEUSAnterior | Índice | Próxima

Alegria e responsabilidade

Estamos a poucos dias do carnaval e, no Brasil, há setores que só começam a funcionar depois da folia do rei Momo. Mas, em meio a serviços que praticamente deixam de funcionar neste período, há outras áreas que intensificam suas ações. É o caso o da saúde e da segurança pública.

Há pelo menos uma semana, profissionais da área de saúde alertam os foliões para se prevenirem contra as doenças que têm maior incidência, especialmente, em função do contato com muitas pessoas desconhecidas. Entre as mais comuns, estão as sexualmente transmissíveis, como o HIV e o HPV, a hepatite e a mononucleose, conhecida popularmente como a doença do beijo.

Antenado, o Ministério da Saúde (MS) lançou a campanha “Prevenir é Viver o Carnaval #VamosCombinar”, que dá continuidade à ação lançada durante o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro do ano passado. E não é por acaso que existe tal preocupação.

Em Mato Grosso, por exemplo, os números das infecções por HIV têm assustado. Dados da Secretaria de Estado de Saúde mostram que o número de casos de HIV em adultos aumentou 255% nos últimos cinco anos. Entre 2012 e 2017, subiu de 180 para 640 notificações.

Para quem vai pular o carnaval, o órgão estadual fez questão de lembrar que quem tem relação sexual desprotegida pode contrair uma infecção, não importando a idade, estado civil, classe social, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou religião. `

A orientação não é simplesmente por conta da alegria, mas porque existe uma crença generalizada de que o carnaval é perfeito para fazer tudo aquilo que se quis durante o ano todo, de “ninguém é de ninguém” e, muitos, acabam se entregando aos abusos, inclusive, das bebidas alcoólicas.

Para as autoridades policiais, o carnaval também é tempo de alerta e muito trabalho. Enquanto milhares se divertem, a polícia está de olho na violência, nos ânimos mais exaltados, no trânsito cada vez mais intenso e irresponsável. Eles tentam, mas nem sempre conseguem colocar limites nos mais inflamados.

É tempo de se fantasiar, brincar, se divertir e “soltar a franga”. Mas, brinque responsabilidade. Já passou da hora de todos colocarmos a mão na consciência e seguir as regras básicas, como não beber antes de dirigir, escolher com quem vai se relacionar, usar preservativo e respeitar os demais foliões presentes no ambiente festivo.



JOANICE DE DEUS é repórter

joanice@diariodecuiaba.com.br



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