Domingo, 21 de julho de 2019 Edição nº 14907 31/01/2018  










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Palmeiras tenta impedir 'fritura' do colombiano

DANILO LAVIERI
Da Uol/Folhapress – São Paulo

Há um esforço conjunto de diretoria, comissão técnica e jogadores no Palmeiras para que Miguel Borja pare de ser alvo de críticas da torcida e de parte da imprensa. O colombiano é a principal opção de Roger Machado para assumir a camisa 9 e ainda enfrenta desconfiança por conta de seu desempenho ruim em 2017.

No atual momento, há um receio que a "fritura" se intensifique até o momento em que o jogador não tenha mais clima para continuar no clube, a exemplo de diversos outros atletas que já foram queimados no Palestra Itália. Na Academia de Futebol, há o consenso que o atacante tem sido um dos atletas mais dedicados do elenco, apesar de reconhecer que ele apresenta limitações técnicas.

Até aqui, em quatro rodadas, ele tem cinco finalizações certas, apenas uma a menos em relação ao líder do time, que é Dudu. Ele também é o jogador do meio para frente que mais desarma, com sete roubadas de bola, só atrás de Felipe Melo, Victor Luis e Marcos Rocha. Por fim, o colombiano é o terceiro que mais sofre faltas, atrás de Dudu e Lucas Lima.

Por isso, em todas as entrevistas o técnico gosta de exaltar a vontade do jogador, embora tenha reconhecido na última semana que ele ainda precisa de adequações táticas, especialmente na hora de sair da área.

Entre conselheiros da situação e dirigentes, também há uma corrente para tentar ajudar o camisa 9. Defender a vontade do atacante virou praticamente um mantra para este grupo, que ainda cita que ele só não decolou em 2017 por erros de Cuca, que queria que ele se tornasse um espelho de Gabriel Jesus. Eles ainda apontam que Borja só é criticado constantemente por conta da alta expectativa gerada em sua contratação, que custou R$ 35 milhões.

Por fim, apesar das diversas contratações, o Palmeiras não tem opções de sobra para a posição. Deyverson está machucado e Willian não tem agradado quando atua como um pivô. Na ótica dos que comandam o time, ele tem um desempenho muito melhor quando atua aberto e não como referência.

Nos últimos jogos, Roger tem testado opções para um time que não tenha um atacante mais fixo na área. Usar Dudu como "falso 9" foi uma delas.



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