Sexta feira, 22 de fevereiro de 2019 Edição nº 14907 31/01/2018  










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Promoções trazem fôlego ao bolso no fechamento do mês

MARIANNA PERES
Da Editoria

Na reta final do mês de janeiro, as revendas de combustíveis abriram a semana com promoções sobre o preço do litro do etanol. A oferta deixa para trás, por tempo indeterminado, valores entre R$ 2,67 e R$ 2,49, já que nesse final de semana o preço de bomba chegou a ser ofertado a R$ 2,07, mas em geral, a queda promovida pelas promoções trouxe o biocombustível a R$ 2,29.

As ações de ‘queima’ são vista em postos revendedores de grandes distribuidoras, como Ipiranga e Petrobras, de Cuiabá e Várzea Grande e em boa parte dos estabelecimentos, válida apenas para pagamento em dinheiro.

A promoção, como explicam os frentistas e encarregados dos postos, visa movimentar o caixa das empresas para fazer frente às despesas de início do mês, especialmente, o pagamento dos salários dos funcionários. Ainda como explicam, há quem promova a ‘queima’ com intuito de girar os estoques, que em alguns casos estão sendo movimentados abaixo das expectativas, justamente em função dos preços elevados.

“Seja qual for o motivo, basta uma média dúzia de empresas optar pela redução que esse movimento tem efeito cascata sobre o sobre o setor, especialmente em Cuiabá e Várzea Grande, promovendo o que se convencional entre os postos chamar de ‘guerra de preços’. Para não perder clientes, quem pode vai até o ultimo centavo para ofertar preços que atraiam clientes e como o objetivo é fazer caixa, os proprietários exigem pagamento em dinheiro”, confidenciou um gerente de posto de bandeira branca – sem fidelidade a uma única distribuidora – localizado na Avenida da FEB, em Várzea Grande.

Na ponta do lápis, a ‘guerra fiscal’ é positiva ao consumidor, especialmente para quem pode abastecer o veículo com etanol, produtor mais focado pelas revendas na hora de ‘queimar’ estoques e que acaba ofertando a maior economia por centavo a cada litro abastecido. Levando em conta o preço mais caro registrado pelo Diário em postos mais centrais das duas cidades, R$ 2,67, a economia para quem aproveitou a oferta de R$ 2,07 foi de R$ 0,60. Em litros e em dinheiro a poupança foi a seguinte: Um carro que encheu o tanque com 50 litros custou R$ 133,50. Já fazendo a mesma compra por R$ 2,07, o desembolso foi de R$ 103,50, contabilizando economia de R$ 30, por cada ‘tanqueada’. Se o consumidor fizer uma ‘tanqueada’ por semana, a economia pode somar R$ 120 ao longo do mês, diante de uma redução de 22,5% por abastecida.

Mas em outro exemplo, considerando o litro a R$ 2,49 – preço mais comum entre os postos e com variações entre R$ 2,45 e R$ 2,47 – a cada 50 litros são desembolsados R$ 124,50. Já pagando R$ 2,29, o custo dos mesmos 50 litros cai para R$ 114,50, são desembolsados menos 8%, ou R$ 10 a menos por ‘tanqueada’.

Independentemente do tamanho da economia, os postos que aderem às promoções podem ser identificados de longe, em razão das filas imensas que se formam nas bombas, filas essas, que dependendo da localização do posto, compromete o trânsito local, como por exemplo, as promoções de um posto Ipiranga no cruzamento entre as Avenidas Senador Metello e a Comandante Costa, em Cuiabá.

“Aprendi a andar mais atenta aos preços dos postos e também a tirar uns minutos do dia para ir ao banco e sacar algum dinheiro para sempre poder aproveitar os preços baixos. E nesse oba-oba, a gente fica até 20 minutos na fila, esperando a vez de abastecer”, conta a estudante universitária, Amanda Lopes. Seu irmão, Pedro Antônio, que a acompanhava no carona, completou dizendo que virou rotina aproveitar essas promoções. “Como meu pai diz e eu concordo, qualquer centavo pago a menos pago traz um comporto psicológico para nosso ‘bolso’ e principalmente, comprova que é possível trabalhar com margens menores nesse segmento. Acredito que nenhuma empresa seja obrigada a aceitar cartões, esse tipo de pagamento é seguro e cômodo. Se para ter preços mais aceitáveis tiver que pagar à vista, em dinheiro, vamos pagar, porque consumidor não tem opção”.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Sindipetróleo) afirma que o preço final de cada revenda é o resultado de equações próprias que levam em contam a planilha de custos e os volumes de vendas. A entidade patronal apenas acompanha o comportamento do mercado e frisa que cada empresa tem autonomia – dentro da legislação competente - para fixar seus valores, fazer promoções e ajustes que julgar necessário.



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