Quarta feira, 15 de agosto de 2018 Edição nº 14901 23/01/2018  










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Fávaro nega ter pedido apoio à oposição

Carlos Fávaro evita falar em candidatura, mas confirma diálogo com o senador Wellington Fagundes

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Fávaro: “O PSD é um partido muito grande em Mato Grosso com a maior bancada na Assembleia. Hoje nós fazemos parte do governo Taques”
PABLO RODRIGO
Da Reportagem

O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) confirmou que chegou a conversar informalmente com o senador Wellington Fagundes (PR) no final do ano passado. Porém, negou que tenha o procurado para buscar apoio em sua possível candidatura ao Palácio Paiaguás. “Realmente nos encontramos em Brasília em novembro do ano passado de maneira informal. Na conversa disse que tenho vontade de ser candidato sim a majoritária. E quem não tem? Isso pode ocorrer em 2018, 2022 ou mais pra frente. Isso dependerá da conjuntura momentânea e uma série de fatores. Foi apenas isso. Acho que o senador Wellington se empolgou com a conversa, mas ainda tem muita água para passar por de baixo da ponte. Tudo é muito cedo”, disse Fávaro em entrevista ao Diário.

De acordo com o presidente estadual do PSD, ele deixou claro que o PSD terá uma postura de dialogar com todos os partidos possíveis para definir o seu projeto em 2018.

“Naquele dia me perguntaram se o PSD tinha preconceito em uma possível aliança com os partidos que estão na oposição ao nosso governo. E eu disse que o PSD conversará com todos os partidos que o procurar para debater política eleitoral. Essa é uma postura que sempre tive que é do diálogo. Agora conversar não significa decidir apoio. Isso ocorrerá somente nas convenções em junho. Mas quem quiser conversar com o PSD, nós vamos ouvir e falar também”, explicou.

A declaração de Fávaro ocorreu após Wellington Fagundes ter afirmado que o líder do PSD no Estado teria o procurado para buscar apoio para se lançar como candidato ao Palácio Paiaguás pelo grupo de oposição. “Ele nos procurou dizendo que gostaria de ser candidato. Se assumisse, disse que não abriria mão. Agora, a condição dele assumir, cabe a ele responder”, disse Fagundes, na semana passada.

O vice-governador também lembrou que a cúpula nacional do PSD vem analisando o papel protagonista que a sigla tem em Mato Grosso. Já sobre uma possível candidatura ao governo do Estado, Fávaro disse que ainda é cedo, mas que a possibilidade existe.

“O PSD é um partido muito grande em Mato Grosso com a maior bancada na Assembleia Legislativa e com vários prefeitos e vereadores. Hoje nós fazemos parte do governo Pedro Taques (PSDB) e da base que dá sustentação a esse governo. Esse é o nosso compromisso atual. Mas nada impede que a sigla decida tomar novos rumos. Se o PSD lançar candidatura à presidência da República com o ministro da Fazenda Henrique Meireles (PSD) ou do próprio presidente do partido, o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), aí teríamos que construir um palanque aqui, por exemplo. Então tudo é muito cedo, mas nada é impossível”, analisou Carlos Fávaro.

Carlos Fávaro vem ganhando respeito da base aliada, dos servidores públicos e da oposição. Das duas últimas vezes que assumiu o governo do Estado, mostrou ser um bom articulador e interlocutor. Conseguiu por fim na greve dos servidores do Detran e conseguiu equacionar alguns repasses para as principais secretarias impedindo assim de que os serviços fossem paralisados. Outra importante ação foi em conseguir pagar os fornecedores de alimentação para o sistema prisional do Estado que estavam atrasados.

Atualmente o PSD é uma das maiores siglas de Mato Grosso, tendo o vice-governador Carlos Fávaro e a maior Bancada de deputados estaduais com Gilmar Fabris, Pedro Satélite, José Domingos Fraga, Leonardo Albuquerque, Ondanir Bortolini (Nininho), Wagner Ramos.

Além disso, o partido possui 44 prefeitos e vice-prefeitos, 238 vereadores.



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