Terça feira, 20 de agosto de 2019 Edição nº 14892 10/01/2018  










INADIMPLÊNCIAAnterior | Índice | Próxima

Cuiabanos reduzem endividamento em 2017

Da Reportagem

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pela Confederação Nacional do Comércio e divulgada pela Fecomércio/MT ontem, mostra que entre as famílias cuiabanas, houve redução no número de endividados. Em dezembro de 2016, eram 132.662 nessa situação. Já em dezembro de 2017, esse número caiu para 107.164. Em pontos, saiu de 69,7 em dezembro de 2016, para 55,7 no mesmo período do ano passado, uma queda significativa de 14 pontos percentuais, um dos maiores índices registrados ao longo de todo 2017.

O número de endividados, que são aquelas famílias com contas parceladas, diminuiu também na comparação mensal, considerando dezembro de 2017 ante o mês anterior. Saiu de 110.431 famílias, para 107.167. Em pontos, saiu de 57,4 pontos para 55,7.

O comprometimento médio da renda familiar com as dívidas é de 24,2%, percentual considerado bom, já que economistas dizem que o máximo a ser comprometido com as contas parceladas é de 30%.

Para o presidente da Fecomércio/MT, Hermes Martins da Cunha, a diminuição no número de endividados tem relação direta com o pagamento do 13º salário e também dos empregos temporários que surgiram no final do ano. “Pessoas que estavam desempregadas e conseguiram trabalhar nesses últimos dois meses, aproveitaram o salário para quitar débitos antigos e os que já estavam empregados, receberam o décimo terceiro salário e também aproveitaram para colocar as contas em dia, já que ninguém gosta de ficar com o nome restrito”, disse Hermes.

PAÍS - De acordo com os dados do Indicador de Propensão ao Consumo calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), quatro em cada dez consumidores (38%) afirmaram estar no vermelho ao final de 2017, ou seja, sem conseguir pagar todas as contas e 45% dizem estar no limite do orçamento. Apenas 13% estão com sobra de recursos, o que mostra uma imensa maioria ainda em situação de aperto.

Com as contas no limite, quase a metade dos consumidores (48%) pretendem diminuir o nível de gastos no próximo mês. Entre esses, a principal razão é o nível elevado dos preços, citada por 24%, além do desemprego (18%), a busca constante por economizar (18%) e o endividamento e a situação financeira difícil (16%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a renda extra de final de ano pode ajudar a aliviar esse quadro, mas não se deve contar apenas com isso. “O pagamento do 13º salário pode aliviar a situação do consumidor, mas vale lembrar que se trata de um aumento de renda temporário. Uma vez restaurado o equilíbrio do orçamento, o consumidor precisa manter o controle dos gastos, estabelecendo prioridades e fazendo ajustes quando necessário. É uma tarefa constante, que exige disciplina, mas que faz diferença no bem-estar financeiro do consumidor”, afirma.

Excluindo os itens de supermercado, os produtos que os consumidores planejam adquirir ao longo de janeiro são em sua maioria roupas, calçados e acessórios (27%), remédios (17%), recarga para celular (13%), perfumes e cosméticos (10%), móveis (8%), entre outros.

Em novembro, o Indicador de Uso do Crédito, que mensura a utilização das principais modalidades e mapeia os gastos e itens mais comprados via crédito pelo consumidor brasileiro, marcou 23,7 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, maior o número de usuários e de frequência do uso das modalidades.

De acordo com o levantamento, seis em cada dez (63%) consumidores brasileiros não utilizaram nenhuma modalidade de crédito em novembro, como empréstimos, linhas de financiamento, crediários e cartões de crédito. O restante (37%), porém, mencionou ao menos uma modalidade a qual tenham recorrido no período. Os cartões de crédito (31%), crediário (10%) e o cheque especial (5%) foram as modalidades mais usadas. Há ainda, 3% de consumidores que recorreram à empréstimos e 3% a financiamentos.

Quase metade dos (47%) usuários de cartão de crédito aumentaram o valor da fatura no último mês de novembro. Para 30%, o valor se manteve estável frente aos meses anteriores, enquanto somente 19% notaram uma diminuição no total a ser pago na fatura.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




19:01 Decreto reduz valores para parcelamento do IPVA
19:00 Dal Bosco vai entregar liderança
18:59 Otaviano Pivetta descarta candidatura em outubro
18:58 Naco investiga Silval com Petrobras
18:57 Salário sai para 65% dos servidores


18:56 Mulher morre e outros dois ficam feridos em colisão
18:56 Quatro são presos por crime ambiental na Guia
18:55 Irmão de sequestrador de empresária é preso com armas
18:54 Encontrado corpo de servidora desaparecida
18:52 Sétima licença de Ledur termina sábado
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018