Quinta feira, 18 de outubro de 2018 Edição nº 148895   










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Apoiadores de Taques em 2014 pedem diálogo

Piveta, Osvaldo Sobrinho, Percival e Jayme, principais apoiadores de Taques em 2014, pedem mais conversa e desconversam sobre reeleição

Arquivo/DC
Governador Pedro Taques deve disputar a reeleição ao governo do Estado na eleição de outubro
PABLO RODRIGO
Da Reportagem

No dia 6 de julho de 2014 começava o período da campanha eleitoral nas ruas e na internet. Em Mato Grosso, das cinco candidaturas ao governo, a que liderava as pesquisas era do senador Pedro Taques, que se tornou governador do Estado em outubro daquele ano. O seu principal núcleo de campanha já estava funcionando a todo vapor: O coordenador-geral era o então prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT). O coordenador da campanha pelo interior era o ex-senador Osvaldo Sobrinho (PTB), juntamente com o prefeito de Rondonópolis Percival Muniz (PPS). Já o então prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (sem partido) cuidava da campanha na capital e o ex-senador Jayme Campos (DEM) em Várzea Grande.

Quase quatro anos depois, os principais apoiadores de Taques, evitam falar em reeleição e apoio condicional ao governador. O que todos apontam é que falta diálogo por parte do governador.

Pivetta, que coordenou a campanha quatro anos atrás, diz que não participará dessa campanha. Após deixar a prefeitura de Lucas, decidiu retomar a sua vida de empresário e agricultor. “Hoje eu sou apenas um agricultor, me aposentei da política”, disse ao Diário. Já em relação ao governador Pedro Taques, o então homem-forte da campanha passada, disse que caberá ao governador saber se tem condições de disputar a reeleição ao Palácio Paiaguás.

“O governador Pedro Taques precisa fazer uma reflexão profunda, do que aconteceu desde o dia em que foi eleito até o dia de hoje e analisar se deve disputar a reeleição ou não. Só ele poderá responder isso. Mas desde que faça uma análise profunda e honesta. Com honestidade”, afirmou.

“Eu acreditei nesse projeto desde 2010, quando ele se filiou no PDT para disputar o senado. Fui coordenador da campanha dele em 2014. Então tenho propriedade para dizer isso porque dediquei dias da minha vida nesse projeto. Infelizmente o que tenho para dizer é apenas isso. Só ele poderá responder se tem condições de se reeleger. Mas para isso ele precisa refletir e depois dialogar com todos os que o apoiaram. Dialogar e conversar”, disse o ex-prefeito evitando comentar mais do assunto.

Já Osvaldo Sobrinho, voltou a repetir um dos seus chavões, de que a política é a arte da conversa. Porém, foi categórico ao dizer que o PTB não tem compromisso com o governador Pedro Taques (PSDB). “O PTB ajudou a eleger o atual governador. Ajudou, mas não fez parte do governo. Não fomos convidados a ajudar a governar. Então o PTB não tem compromisso em apoiar uma possível reeleição do Pedro. E nem ir para a o oposição. Não podemos afirmar isso. Agora como estamos em um ano eleitoral vamos ter que tomar uma decisão partidária”, explicou.

“O governador não conseguiu manter diálogo com os seus apoiadores. E quando a gente falava ele preferia não escutar. Então isso é algo que vem da sua trajetória. Ele teve uma ascensão muito rápida, diferente dos seus apoiadores que construíram o partido em que militam. Essa falta de experiência prejudicou o diálogo”, complementou.

Porém, Sobrinho acredita que com diálogo todas as arestas podem ser superadas. “Agora não tem pra onde correr. É ano de eleição. Conversar vai ter que conversar. Dialogar. Antes podia usar a desculpa de que a eleição estava longe, agora não. É conversar ou conversar”, brincou.

O ex-prefeito Percival Muniz (PPS), acredita que o governador Pedro Taques (PSDB) decidiu construir outro grupo político, em alternativa à aquele que o apoiou em 2014. “Eu vejo que o Pedro decidiu montar outro grupo político, diferente daquele que o apoiou. A começar pela escolha do seu secretariado. Pelo menos é que ficou claro. É só conversar com os principais apoiadores dele em 2014 e ver se não tenho razão”, afirmou Percival.

Para o ex-prefeito de Rondonópolis, a reeleição de Taques, passará pelo seu poder de aglutinação com os demais partidos. “Ele vai precisar fazer o que não fez durante o seu governo. Dialogar bastante. Ai ele vai mostrar até que ponto consegue aglutinar outros partidos e lideranças para a sua reeleição”, explicou.

Já o ex-senador Jayme Campos (DEM) disse que ainda é cedo para falar em reeleição e aliança para 2018. “Ainda é muito cedo. O governador tem que focar na sua gestão. Muita coisa pode acontecer ainda”, disse.

Jayme também frisou que mesmo o Democratas fazendo parte da base de sustentação ao governo, uma possível aliança para 2018 só será consolidada com uma ampla discussão. “Todo mundo sabe que o DEM é da base do governo. O líder do governo na Assembleia é o deputado Dilmar Dal’Bosco. Mas o nosso compromisso é com esse mandato. 2018 será discutido no momento certo, com todos os demais partidos da base e outros que queiram debater”, analisou.

O ex-prefeito Mauro Mendes, que está de férias nos Estados Unidos, não foi localizado para comentar o assunto. Mas nos bastidores, Mendes é apontado como alternativa à candidatura de Taques ao governo. Mesmo sem assumir se disputará 2018, o ex-prefeito de Cuiabá vem ouvindo diversos aliados sobre uma possível candidatura ao Paiaguás.

Já o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), que não apoiou Taques em 2014, ajudou indiretamente a eleição do atual governador ao não disputar o cargo de governador, já que liderava todas as pesquisas em 2014. Maggi já adiantou que não voltará a disputar o governo do Estado e tentará a reeleição ao Senado Federal.



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