Quinta feira, 18 de outubro de 2018 Edição nº 148895   










TRAGÉDIA NA POLICLÍNICA Anterior | Índice | Próxima

Identificado motorista que matou idoso no Planalto

ALAN COSME/HIPERNOTÍCIAS
Igor Gomes Mulato, que usa o nome de Giovanna, vai responder por homicídio culposo e por dirigir sem habilitação
RAYANE ALVES
Da Reportagem

O motorista do veículo que atropelou e matou o idoso Benedito Castravechi, de 66 anos, ao invadir o pátio da Policlínica do Planalto, no começo da manhã de quinta-feira (11), foi identificado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran). Trata-se de Igor Gomes Mulato, 21 anos, que usa o nome social de Giovanna, que vai responder por homicídio culposo e por dirigir sem habilitação. Confirmando estar sob efeito de álcool também responderá por embriaguez ao volante.

O condutor do automóvel é uma das duas pessoas que permaneceram no local do acidente e, no momento, informado ser passageiro do veículo Kia Soul. Segundo levantamentos da Deletran, Giovanna dirigia o veículo quando perdeu o controle, bateu no meio fio e atropelou o idoso, deixando também com ferimentos leves em mais duas pessoas, que buscavam atendimento na Policlínica.

O idoso chegou a ser socorrido com vida pelo Samu, mas foi a óbito antes de dar entrada no Pronto Socorro de Cuiabá.

No carro havia cinco pessoas. Três delas fugiram do local. Conforme o delegado, Christian Alessandro Cabral, a condutora Giovanna, estava no carro na companhia da irmã, que é namorada do dono do veículo, identificado por Anderson da Silva Amorim, que é ex-presidiário. Junto com eles estavam mais dois amigos de Anderson, que ainda não foram identificados.

Segundo a apuração, todos estavam na Tabacaria Havan, no bairro Sol Nascente, e no deslocamento, sentido Avenida Juliano Costa Marques, logo depois da rotatória, em frente à Policlínica, Gioavanna foi tentar desviar de um buraco na pista, fez manobra rápida para esquerda e entrou na contramão. "Como vinham carros no sentido contrário, rapidamente fez nova manobra para voltar para sua faixa de direção, e nesse momento perdeu o controle do veículo, colidiu em sua faixa e o carro saiu desgovernado entrando no pátio da Policlínica", explicou.

Após a colisão, o lado do condutor ficou tombado para o solo e a parte dos passageiros para cima. Três dos passageiros saíram primeiro e fugiram, permanecendo no local Giovanna e sua irmã. Segundo elas, ao saírem do carro, Giovanna chegou a falar para pessoas no local que era a condutora, mas uma mulher que também foi ferida no acidente, a interpelou e disse que era um rapaz. Então, elas aproveitaram da dúvida levantada, e, no primeiro momento, contaram aos policiais que eram passageiras, que não conheciam os outros ocupantes e muito menos o condutor. Elas afirmaram terem pego carona.

"Durante as investigações apuramos, que de fato, quem estava dirigindo era Giovanna. O Anderson, dono do veículo, estava altamente alcoolizado e por essa razão confiou a direção do veículo a Giovanna, que além de ser inabilitada estaria sob efeito de álcool. Mas ela não confessou ter feito ingestão de álcool. Testemunhas afirmam que ela consumiu álcool no estabelecimento que estiveram antes do acidente, disse o delegado.

"Ela (Geovanna) não foi presa por um subterfúgio dela, por falha na investigação, naquele momento. Ela desceu do veículo e disse que seria a condutora, mas algumas pessoas que estavam na policlínica disseram que não, que quem estava dirigindo havia foragido. Porque ela foi a última a sair do carro. Então, como as testemunhas disseram isso, ela para se livrar da culpa, logo disse para a polícia que ela não seria a culpada pelo acidente. Entretanto, mais tarde quando fizemos a detenção, a Geovanna já não estava mais na condição de flagrante, nem perseguida. Ela foi interrogada e em seguida liberada", finalizou o delegado.

A Delegacia também requisitou perícia no local e exame de alcoolemia na condutora. Foi apreendido um aparelho celular contendo conversas dos envolvidos sobre o acidente, que será enviado a perícia. As investigações continuam e irão aguardar o resultado das perícias.



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