Quinta feira, 18 de outubro de 2018 Edição nº 148895   










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Mudança em escadaria provoca polêmica

Projeto foi aprovado pelo Iphan e mudança visa maior segurança e acessibilidade às pessoas com deficiência

DINALTE MIRANDA/DC
Nos escadaria da Catedral Metropolitana de Cuiabá esta causando polêmica
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Desde julho do ano passado, a parte externa da Catedral Basílica de Bom Jesus, localizada no Centro Histórico de Cuiabá, passa por reforma. Imponente, a Igreja Matriz, como também é conhecida, ganhou nova pintura e a longa escadaria deu espaço a uma escada dupla, que ao seu redor conta com piso tátil e rampa para cadeirantes. Porém, a mudança nos degraus não agradou alguns frequentadores.

Nas redes sociais, começaram a circular fotos de antes e depois do templo religioso católico, acompanhadas de críticas à mudança. O entendimento é de que a mudança descaracterizou a fachada do patrimônio histórico. Porém, o projeto da nova escadaria foi apresentado e aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Nas ruas, as alterações também dividem opiniões. “Eu conheci a igreja antes e depois da mudança e acho que está perfeito. Continua bonito, dá acessibilidade e mais dignidade a todos”, avalia o artista plástico Benedito Aleixo Cortez, 53 anos.

Já assistente de departamento pessoal, Débora Jane Rodrigues, 23, entende que a antiga escadaria combinava mais com a arquitetura da igreja, mas que a atual também é bonita. “O que menos me agrada é a cor da igreja, que mudou. Eu gostava mais como era antes”, comentou.

Da comissão responsável pela reforma, Leopoldo Mário Nigro, explica que a nova estrutura visa propiciar segurança e acessibilidade aos visitantes e fieis com algum tipo de deficiência ou dificuldade de locomoção. “Antes, a escadaria terminava na rua e o deficiente tinha que circular em meios aos veículos correndo riscos já que não havia calçada. Agora, temos a calçada e rampa ao lado que é só subir e entrar na igreja”, pontou.

Nigro lembra que recentemente foi realizado um casamento na igreja e um dos convidados era cadeirante e, para que ele entrasse no santuário, foi necessário improvisar uma rampa com madeiras ou tábuas. “Essa adaptação foi feita atendendo pedidos. Além disso, toda a escadaria estava com rachaduras e quebrada”, afirmou.

A expectativa é de que o espaço também seja usado como palco nas missas e nas apresentações de corais. Além disso, Nigro informa que a nova estrutura será toda em granito e terá grades em inox. “A grade de ação que está lá agora é provisória e será substituída por uma de inox”, reforçou.

Até o momento, foram investidos na restauração da igreja aproximadamente R$ 400 mil, dinheiro arrecadado junto à iniciativa privada e ao poder público estadual e municipal, além de parte da arrecadação da Festa do Senhor Divino. Conforme Nigro, boa parte dos trabalhos já foi realizada, faltando alguns acabamentos e jardinagem.

Porém, a intenção é que até abril de 2019, quando serão comemorados os 300 anos de fundação da capital, a parte externa da Catedral Metropolitana também esteja toda iluminada com lâmpadas LED. Ao final, a estimativa é de que investimento seja em torno de R$ 600 mil.

Procurada pela reportagem do Diário, a superintendência regional do Iphan informou que a Igreja Matriz não é tombada pelo órgão federal. Porém, pertence a uma área de entorno do conjunto tombado, denominado "Setor República".

Com isso, as intervenções nos imóveis da área de entorno estão sujeitas aos preceitos na Instrução Normativa do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico de Cuiabá e suas áreas de entorno. "O projeto de alteração da escadaria foi apresentado e aprovado pelo Iphan-MT, pois a igreja pertence a área de entorno do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico de Cuiabá, Setor República", reforçou.

Segundo o Iphan, a proposta, que contempla acessibilidade, foi aprovada porque atendeu aos preceitos da Instrução Normativa Iphan nº 01/2003, que dispõe sobre acessibilidade aos bens culturais acautelados em nível federal.

A Igreja da Matriz é um dos pontos mais visitados por turistas brasileiros e estrangeiros que visitam Cuiabá. O templo católico foi erguido em 1968, após a primeira Igreja construída em pau-a-pique ter sido destruída com descargas de dinamite.

A primeira edição da Catedral foi construída em 1722. A partir daí as reformas iam acontecendo conforme a cidade crescia, e a Matriz ganhou uma segunda torre e se tornou Catedral. A reconstrução de 1968 foi a terceira pela qual passou a igreja.

Hoje, o templo ainda possui duas torres, com um relógio em cada e abriga a imagem do padroeiro da cidade, o Senhor Bom Jesus de Cuiabá. A igreja tem capacidade para 800 pessoas sentadas e é composta por três altares, sendo que do lado direito fica a Capela do Bom Jesus Padroeiro. Já no centro, o altar principal e, do lado esquerdo, o Altar do Sacrifício do Santíssimo.



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