Sábado, 17 de agosto de 2019 Edição nº 14876 13/12/2017  










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Trabalhos da CPI causa desentendimento entre vereadores

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) mal começaram e já estão causando desentendimento entre os membros do grupo. O relator da CPI, vereador Adevair Cabral (PSDB) apresentou um requerimento solicitando a anulação de todos os atos do presidente da Comissão, vereador Marcelo Bussiki (PSB).

O documento foi apresentado durante a sessão plenária desta terça-feira (12). O parlamentar tucano alega que Bussiki agiu de forma “arbitrária e monocrática” ao definir sozinho as pessoas que serão interrogadas pelo grupo.

Para dar embasamento ao seu pedido, o vereador solicita que o seu requerimento passe pelo crivo da Procuradoria da Casa de Leis. Adevair quer um parecer jurídico a cerca da postura de seu colega de parlamento, antes que o seu pedido seja remetido a apreciação do plenário.

“O ato viola o regimento interno porque decisões dessa natureza devem ser definidas pelos membros. As deliberações tomadas pelo processo de maioria do voto. A comissão não é uma pessoa só“, acrescentou Adevair.

A revolta do parlamentar se deve ao fato de ele não ter nenhuma indicação aprovada pelo presidente. Todos os nomes sugeridos pelo tucano para as oitivas foram descartados por Bussiki. Entre as sugestões do vereador estavam o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB), Osvaldo Sobrinho (PTB), do secretário de Meio Ambiente José Roberto Stopa (PV), além de lideranças sindicais.

O vereador Mario Nadaf (PV), que também é membro da CPI, referendou a postura de Adevair. Ele também acredita que todos os aos devem ser anulados. “Foi infringido mandamentos basilares do regimento interno, mudando totalmente a natureza colegiada que exige uma comissão”, argumenta.

Bussiki, por sua vez, garante que esta conduzindo os trabalhos conforme o que determina o Regimento Interno da Casa de Leis. “Impedir ou tentar impedir mediante violência ou ameaça o regular funcionamento de CPI é crime. Então vamos ir com prudência no caso. O que foi deferido tem pertinência com objeto. E a condução da CPI será conforme o regimento”, disse.

Na semana passada, o socialista apresentou os nove nomes que deverão ser ouvidos na Comissão que investiga o atual chefe do Executivo Municipal. O principal nome é do ex-governador Silval Barbosa.

Por decisão isolada de Bussiki ainda deverão comparecer ao Legislativo municipal para prestar depoimento o servidor Valdecir Cardoso de Almeida, responsável pela instalação da microcâmera que gravou parlamentares recebendo maços de dinheiro e o empresário Marco Polo Pinheiro, conhecido como Popó e irmão do prefeito.

Ainda aparece na relação o ex-secretário de Indústria e Comércio, Allan Zanata, e o perito judicial Alexandre Perez, que realizou uma pericia no áudio gravado por Zanata.

O parlamentar também convocou o delegado da Polícia Federal, Wilson Rodrigues de Souza Filho e os agentes da PF, Adha de Oliveira Omote e Marcelo Pimenta Orge, que atuaram no cumprimento do mandado de busca e apreensão durante a Operação Malebolge.

Como a Câmara Municipal de Cuiabá encerra suas atividades legislativas no dia 20 de dezembro e só retorna no dia 2 de fevereiro, a expectativa é que os depoimentos sejam realizados somente após o Carnaval de 2018.



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· Será que é mais um caso que sera transfo  - NEVES DE JESUS RODRIGUES
· Na verdade é um bando de desocupados, qu  - Fernando




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