Quinta feira, 22 de agosto de 2019 Edição nº 14875 12/12/2017  










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Mauro diz ser prematuro o debate

RAFAEL COSTA
Da Reportagem

Considerado um dos nomes mais viáveis para a disputa ao governo do Estado, o empresário e ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, ainda no PSB, considera prematuro antecipar o debate a respeito das composições políticas partidárias visando às eleições de 2018.

“Avalio que o jogo está zerado. Mato Grosso e o Brasil estão em fase de uma recuperação da economia e discutir assuntos meramente políticos neste momento é prejudicial à administração e um desrespeito à gestão do governador Pedro Taques”, disse.

Embora não admita publicamente que está disposto a concorrer ao governo do Estado nas eleições de 2018, Mendes praticamente descarta concorrer ao Senado ao afirmar que mantém perfil mais inclinado ao Executivo.

“Sempre tive um perfil mais voltado para o Executivo. Fui candidato a prefeito em 2008, a governador em 2010, para prefeito em 2012, onde passei quatro anos e saí com uma razoável aprovação da Prefeitura. Tudo isso reflete um pouco da característica de cada um de nós e suas habilidades. Deus nos dá alguns dons. Eu sempre tive habilidade e afinidade melhor com o Executivo. A vida inteira fui empreendedor e empresário, então é natural as pessoas olharem isso”, destacou.

Ao participar de um almoço realizado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP), no sábado (8), Mendes evitou críticas a gestão do governador Pedro Taques e pregou que o momento exige união da classe política para que esforços sejam somados com o intuito de recuperar economicamente o Estado e as finanças públicas.

Ao mesmo tempo, ressaltou que é necessário a população escolher um governador com perfil destinado ao Executivo e que tenha bons projetos para executar em prol da população de Mato Grosso. Mendes recorreu até ao desempenho da Seleção Brasileira sob o comando do técnico Tite para fazer comparações.

“Qualquer cidadão pode ser governador de Mato Grosso. Qualquer um pode jogar. Qualquer um pode ser técnico da Seleção Brasileira. Não tínhamos um técnico lá que saiu. Trocou dois ou três jogadores, trocou o técnico, o Brasil saiu de último lugar e foi para primeiro, porque colocou alguém de mais habilidade e competência para tocar o mesmo time de jogadores. Então assim, o Brasil, o nosso Estado e os nossos municípios, precisam cada vez mais de pessoas com competência e preparo para fazer isso”, disse.

Ainda evitando discutir amplamente a possibilidade de ser candidato ao governo do Estado nas eleições de 2018, Mendes ressaltou a eventual adesão a um projeto político depende ainda do aval da família, que foi preponderante em 2016 para não disputar a reeleição a prefeito de Cuiabá, ainda que figurasse como líder nas pesquisas de intenção de voto.

“Qualquer decisão de caráter político passa pela minha família Eu não sou um político profissional e não quero ser”, concluiu.



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