Quarta feira, 13 de dezembro de 2017 Edição nº 14873 07/12/2017  










CRIMES CIBERNÉTICOS Anterior | Índice | Próxima

30 ocorrências contra a honra todo mês

Diariamente a gerência recebe denúncias de crimes de injúria, calúnia e difamação, que são disseminados no ambiente virtual

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A Gerência de Combate aos Crimes de Alta Tecnologia (Gecat) da Polícia Civil registra ocorrências todos os dias
ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

Uma média de 30 ocorrências contra a honra sofridas pela internet são registradas na Gerência de Combate aos Crimes de Alta Tecnologia (Gecat) da Polícia Civil de Mato Grosso. Segundo o delegado titular da Gecat, Eduardo Botelho, diariamente a gerência recebe denúncias de crimes de injúria, calúnia e difamação, que são disseminados no ambiente virtual.

O delegado diz que internet se tornou uma faca de dois gumes e que apesar dos benefícios conseguidos com a tecnologia, é necessário ter cautela. “Infelizmente não existe uma espécie de conta inteligente nas redes sociais para evitar que pessoas criem perfis falsos com o fim de cometer crimes, isso acontece diariamente”, frisa.

Botelho reforça que ao fazer uma transação pela internet ou ao comunicar pela internet é preciso ter toda precaução possível, evitar uma exposição muito ampla de forma de resguardar. “Com um comportamento mais seguro vamos prevenir, a prevenção é a melhor saída, já que a repressão na internet é mais complicada. Dá para identificar, mas é um caminho mais longo, um crime de homicídio e roubo tem um método de investigação mais simples do que os de informática”, reforça.

O delegado diz que é comum uma pessoa criar um perfil falso nas redes sociais e através dele começa a efetuar vendas de produtos ou efetuar crimes de ameaça ou honra. A identificação do criminoso acaba por ser mais lenta. Já que as redes sociais utilizam a Lei do Marco Civil e nesses casos o delegado precisa de ordem judicial w representar judicialmente pela quebra de sigilo telemático e isso demanda mais tempo.

Os números de vítimas do ambiente virtual podem ser maiores porque, segundo o delegado, são tipos de crimes que se as pessoas não procurarem não chegam ao conhecimento da polícia. Botelho diz que os crimes que acontecem em via pública chegam ao conhecimento da segurança pública meio que automaticamente. “Os crimes cibernéticos ocorrem na esfera mais íntima da pessoa, não tem possibilidade de tomar conhecimento sem procurar. Isso acaba gerando impunidade e os criminosos ficam mais à vontade para praticarem este tipo de crime”.

A maior dificuldade hoje conforme o delegado é porque é uma investigação burocratizada, precisa entrar em contato com redes sociais para conseguir dados, para preservar os dados. Além de se tratar de uma investigação mais lenta e dificultosa porque a tecnologia está em constante mutação e os infratores se utilizam disso.

Falsos boletos – Além dos crimes de ameaça e a honra, um crime que tem aumentado pela internet é o de estelionato. Uma das modalidades é o falso boleto, onde as vítimas acabam pagando cobranças inválidas. O estelionatário consegue os dados da vítima e emitem um boleto falso e o pagamento é destinado a contas fantasmas. Botelho diz que este é um tipo de crime que se houvesse um comportamento preventivo das vítimas, quase nunca aconteceria. “As pessoas agem de impulso e acabam pagando, empresas de grande porte, pessoas comuns acabam caindo neste golpe. Não tem como a polícia impedir esse golpe, mas se houvesse comportamento mais prudente não aconteceria tanto”, afirma.

O delegado ressalta que o criminoso sempre procura facilidade, procura pessoas menos esclarecidas, isso porque, segundo o delegado, se ela tiver nível de esclarecimento não vai dispor de tantos dados na internet. “As orientações são que a pessoa for vítima procure a polícia para que o criminoso seja identificado e responsabilizado. Em relação ao dia-a-dia é um comportamento mais cauteloso ter cuidado ao repassar dados e fazer compras em site”, reforça.



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