Quarta feira, 13 de dezembro de 2017 Edição nº 14873 07/12/2017  










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Risco de desabamento de ponte no Coxipó é descartado

Da Reportagem

Um novo desmoronamento de terra das margens do Rio Coxipó, na cabeceira da Ponte Benedito Figueiredo, que liga os bairros Praeirinho e Coophema, em Cuiabá, voltou a preocupar os motoristas e motociclistas que trafegam pelo local. Responsável pela obra, novamente paralisada, a Secretaria de Estado de Cidades (Secid) garante que não há risco de desabamento da estrutura. A prefeitura informou que criou uma força-tarefa para acompanhar a situação.

Porém, em imagens e mensagens que circularam ontem pelas redes sociais, como o Facebook, internautas mostravam aparente avanço da erosão e se diziam assustados com a possibilidade de a ponte cair. “Vejam o risco que muitos estão correndo. Gente, nossos impostos estão indo rio abaixo”, postou uma internauta. “Gente, cuidado com a ponte do Rio Coxipó, a famosa ponte da Copa. Tá (sic) querendo cair. Compartilhe. A coisa é séria”, acrescentaram.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secid reconheceu que houve novo deslizamento de terra, mas afiançou que não há risco aos usuários, conforme avaliação feita por uma equipe de engenharia do órgão estadual e da Defesa Civil da prefeitura. Por isso, não será interditada. “O que será feito é um estreitamento da pista por precaução para evitar o trânsito de pessoas nas beiradas da travessia”, informou.

A passagem chegou a ter o trânsito interditado em fevereiro passado pela prefeitura, após a ocorrência do primeiro desmoronamento. Semanas depois, após uma ação emergencial, o trânsito de veículos pequenos voltou a ser liberado.

Já em setembro, a reconstrução do encabeçamento da começou a ser feita pela empresa A.L. Fernandes Serviços de Engenharia Eirelli-EPP, vencedora da licitação realizada pela Secid. O valor da obra é da ordem de R$ 626,3 mil. O período para execução dos serviços era de 90 dias ininterruptos. Porém, os trabalhos novamente estão paralisados.

Ontem, a Secid informou que vai rescindir o contrato com a empresa A.L. Fernandes e uma nova empresa deverá ser contratada em regime emergencial para dar continuidade à recuperação das margens. Até o momento, apenas 33% dos serviços foram executados. Até o momento, a empresa recebeu R$ 209,32 mil pelos serviços executados e medidos e a assessoria jurídica avalia as medidas cabíveis devido ao não cumprimento do contrato.

“Passado o período de 90 dias, que era o tempo estabelecido para término de toda a obra, a empresa não conseguiu cumprir com o cronograma e ao final dispensou os funcionários. Não temos como aditar prazo para uma empresa que não conseguiu performar até agora”, explicou o secretário adjunto de Obras Públicas da Secid, Ernesto Negretti.

A diretoria do órgão estadual estima ser necessário mais 60 dias para a conclusão total dos trabalhos, a partir do momento em que uma outra construtora assumir os serviços. “Essa obra não tem problema de projetos, é de rápida execução e vamos concluir”, afirmou Negretti, alertando que o tempo total para finalização também dependerá do volume de chuvas nos próximos meses.

Apesar das chuvas e da não conclusão da obra, não existe qualquer risco de desabamento da cabeceira da ponte. “A Defesa Civil do município já vistoriou a área e descartou perigos eminentes. Por precaução talvez vamos reduzir a faixa destinada ao tráfego de veículos, com uma mão de ida e outra de volta. Isso porque, não podemos prever intemperes da natureza e possíveis sinistro devido a chuvas”, disse.

Por meio de nota, a prefeitura informou que, por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, foi criada uma força-tarefa composta por representantes da Procuradoria Geral, Defesa Civil e as secretarias de Ordem Pública e de Mobilidade Urbana do município para acompanhar a obra. "A preocupação do prefeito Emanuel Pinheiro é de que os municípios não sejam prejudicados. Portanto, caso haja necessidade, o prefeito não descarta a possibilidade de que seja feita uma nova notificação à Secid em relação à obra", informou.



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