Sábado, 18 de novembro de 2017 Edição nº 14858 14/11/2017  










OPERAÇÃO RÊMORAAnterior | Índice | Próxima

Maluf não teria participação em esquema

Da Reportagem

A juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, afirmou em sua decisão referente às investigações da Operação Rêmora, que não existe provas suficientes da participação do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) na organização criminosa que fraudava licitações no âmbito da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A declaração consta no trecho em que a magistrada diz que Alan Malouf cita pessoas com foro privilegiado, como o governador Pedro Taques (PSDB), o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e próprio Guilherme Maluf (PSDB).

"Contudo, anoto que não há indícios robustos de efetiva participação de tais pessoas nos crimes narrados na denúncia, além das acusações feitas pelo próprio Alan Malouf, de modo que entendo que não é o caso de modificação de competência", diz trecho da decisão da titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá.

Com a decisão, Selma Arruda mantém o processo da Rêmora sob sua competência, já que nenhuns dos investigados possuem foro privilegiado.

A decisão também contraria o Ministério Público Estadual (MPE), que através do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), denunciou o parlamentar tucano por organização criminosa, corrupção passiva (20 vezes) e embaraçamento da investigação.

Para o MP, Guilherme Maluf teve a mesma participação que o seu primo, Alan Malouf, na organização criminosa. Ele é acusado de integrar o núcleo de liderança da organização, sendo beneficiário direto de parcela da propina arrecadada, além de se valer das influências políticas proporcionadas pelo cargo eletivo para promover as articulações necessárias para o desenvolvimento dos esquemas criminosos voltados para solicitação e recebimento de propinas.

“As investigações demonstram que Giovani Belatto Guizardi é o “testa de ferro” dos aludidos servidores públicos, bem como de Alan Maluf e de Guilherme Maluf, é a pessoa quem faz o trabalho sujo a fim de ocultar a identidade dos verdadeiros solicitantes recebedores da propina”, diz trecho da denúncia do MPE.



O Ministério Público ainda pede que o empresário Alan Malouf seja testemunha de acusação contra o deputado. (PR).



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