Sábado, 18 de novembro de 2017 Edição nº 14858 14/11/2017  










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STF arquiva denúncia de contra Pedro Taques

Para Luiz Fux, a denúncia do ex-secretário Pedro Nadaf de que o Silval teria ajudado na campanha de Taques não passou de cogitação

ARQUIVO
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, arquivou a denúncia contra Taques
PABLO RODRIGO
Da Reportagem

O governador Pedro Taques (PSDB) se livrou de mais uma delação premiado onde foi citado por possível prática de caixa 2 durante as eleições de 2014, quando foi eleito no 1º turno. A denúncia consta na delação premiada do ex-secretário Pedro Nadaf. Porém, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, arquivou a denúncia com base no pedido de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República.

"Arquivamento do Termo de Declaração nº 45 (Anexo XLV) e documentação correlatada (Fls. 1534 e 1538) uma vez que os fatos narrados são manifestamente atípicos, pois o eventual delito de falsidade ideológica ("caixa-dois") (CE, art. 350), não ultrapassou a fase de cogitação", disse Janot em seu pedido e que foi acatado por Fux no dia 29 de maio deste ano.

A citação ao governador de Mato Grosso ocorreu no termo 45 da delação de Nadaf que foi aceita pelo Ministério Público Federal (MPF) e homologada pelo próprio Fux, que determinou o desmembramento de algumas partes para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Ministério Público Estadual (MPE).

Nadaf disse em sua delação que o empresário Alan Malouf o procurou para marcar uma reunião entre Taques e o governador da época, Silval Barbosa. "Durante a eleição para governador do Estado de MT, aproximadamente em agosto de 2014, Alan Malouf, empresário e amigo do declarante [Pedro Nadaf], ocupava o cargo de coordenador financeiro do então candidato Pedro Taques; Alan Malouf procurou o declarante, tendo por finalidade agendar encontro entre Silval Barbosa e Pedro Taques; Com a anuência de Silval Barbosa, a reunião foi marcada na residência de Alan Malouf (Condomínio Japuíra, Santa Rosa, Cuiabá-MT); O declarante acompanhou Silval Barbosa até o local da reunião e quando chegaram estavam presentes apenas Alan Malouf, Pedro Taques, Silval Barbosa e o declarante; Silval Barbosa ficou reunido com Pedro Taques em uma área externa no fundo residência, enquanto isso o declarante e Alan Malouf permaneceram na sala e percorrendo cômodos da residência", diz trecho da delação.

Nadaf ainda disse que após a reunião, Silval teria lhe dito que a o compromisso de ajudar financeiramente a campanha de Taques, mas não disse o valor exato.

"Neste primeiro momento, Silval Barbosa não relatou ao declarante a quantia solicitada, mas passados alguns dias, Silval Barbosa disse ao declarante que a ajuda solicitada por Pedro era de 10 milhões de reais para a campanha", revelou Nadaf. "Mas Silval não havia se comprometido com essa quantia, mas queria ajudar", complemente.

No entanto, o ex-secretário diz que só após a vitória de Taques, nas eleições de 2014, que Silval teria oferecido a Taques R$ 5 milhões. Mas, o governador eleito não aceitou o recurso.

"Pedro Taques venceu a eleição e Silval Barbosa pediu ao declarante que procurasse Alan Malouf e informasse que Silval Barbosa ajudaria com a quantidade de R$ 5 milhões de reais; Alan malouf trouxe um recado de Pedro Taques dizendo que este último não tinha mais interesse com ajuda financeira por parte de Silval Barbosa", revelou.

Diante disso, Janot se manifestou dizendo que possíveis crimes não chegaram a concretizar e por isso não merecia abertura de inquérito.

O governador Pedro Taques confirmou que chegou a se reunir com Silval em 2014, mas apenas para conversar de política. “Quando íamos crescendo nas pesquisas o governador Silval nos procurou, por meio do prefeito”, disse Taques em agosto logo que o assunto veio à tona. “Não pedi um real ao governador [Silval]”, completou.



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