Sábado, 18 de novembro de 2017 Edição nº 14858 14/11/2017  










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Arcanjo e evangélicos não participam da greve

Ex-bicheiro e evangélicos não aderiram ao movimento da greve de fome iniciada há uma semana pelos presidiários

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João Arcanjo está na PCE desde o dia 14 de setembro, quando foi transferido do presídio federal de Mossoró
RAYANE ALVES
Da Reportagem

A ala evangélica da Penitenciária Central do Estado (PCE-MT) e o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro não aderiram ao movimento da greve de fome iniciada há uma semana pelos presidiários de todo Mato Grosso. O movimento começou no dia 5 deste mês, porém, apenas 15 unidades realizaram o comunicado oficial.

Mas, na quarta-feira (08), a unidade de Campo Novo do Parecis, distante a 239 km de Cuiabá, que também tinha aderido a manifestação recuou. Isso fez com que os agentes prisionais percebessem que a maioria das unidades que continuam “firme com a manifestação tem influência do Comando Vermelho”.

Arcanjo está na PCE desde o dia 14 de setembro, quando foi transferido do presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O retorno foi autorizado pelo Tribunal de Justiça (TJ-MT), em agosto deste ano, sob a justificativa de que não haveria motivos para que Arcanjo fosse mantido na unidade federal.

Desde a transferência, o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado (Sindspen), João Batista, afirmou que ele está em uma cela isolada, no raio cinco da unidade e segue sua rotina normal, enquanto que outros presidiários das 14 unidades mantêm o movimento.

A cela onde Arcanjo está tem três metros quadrados que compreende banheiro, solário e cama.

“Ele não entrou nessa. Ele não fala muito com os presidiários e também não acompanha mesmo raciocínio radical do grupo Comando Vermelho. Pela idade e fama, outros detentos nem olham para ele. Agora, a ala evangélica eles precisam demonstrar diferença nos atos e não agir em rebelião para que a pena seja reduzida. Então, eles também continuam com a mesma rotina”, afirmou.

FUGITIVOS - Na quinta-feira (09), 27 presos fugiram da penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis, distante a 218 quilômetros de Cuiabá. De acordo com informações da polícia, os detentos fugiram após explodir o muro e atirarem contra os agentes penitenciários, que faziam a vigilância nas torres de segurança.

Conforme a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT), até o momento, dos 27 presos que fugiram da unidade prisional, 10 foram recapturados.

MOTIM – Em Lucas do Rio Verde, distante a 360 quilômetros de Cuiabá, ao menos 200 presos que cumprem pena no presídio da cidade organizaram um motim na quinta-feira, porque o Estado não atendeu nenhuma das reivindicações cobrada na carta de anúncio da greve de fome.

A informação foi confirmada pelo Sindspen, no entanto, o sindicato ainda não conseguiu detalhes sobre como iniciou a rebelião.

Os detentos reivindicam melhorias na saúde, alimentação e ressaltam a superlotação nas unidades. Entre as unidades que avançam com o movimento estão: Penitenciária Central do Estado (PCE), o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) e o presídio feminino Ana Maria do Couto. Já em Várzea Grande, a Cadeia Pública do Capão Grande e nas cidades de Comodoro e Lucas do Rio Verde também prosseguem com a ação.



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