Sábado, 18 de novembro de 2017 Edição nº 14858 14/11/2017  










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PF apura suspeita de fraude no Enem em MT e 11 estados

Da Reportagem

No segundo domingo de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação “Passe Fácil”, em Mato Grosso e outros 11 estados, além do Distrito Federal (DF). Ao todo, foram cumprindo 31 mandados de busca e apreensão e 31 de condução coercitiva. A PF investiga a suspeita de fraudes em provas anteriores do Enem.

A ação foi feita com apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os mandados também foram cumpridos em Pernambuco, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Segundo a PF, a operação buscou garantir a lisura do certame e a igualdade entre os candidatos, sendo deflagrada com discrição para não prejudicar a tranquilidade necessária para o bom andamento das provas do Enem.

De acordo com o Inep, a operação buscou desvendar e desarticular esquema de candidatos interessados em fraudar o processo a partir da resolução da prova por especialistas em determinadas áreas de conhecimento, chamados de pilotos. Estes, posteriormente, repassam os gabaritos aos candidatos que os contrataram.

Segundo a Polícia Federal, já foi possível colher depoimentos e apreender celulares dos investigados. Também já foi confirmada a participação de inscritos em fraudes em certames anteriores. “A partir dos dados colhidos, a investigação terá continuidade, e podemos ter desdobramentos nos próximos dias”, explicou o delegado da Polícia Federal Franco Perazzoni. Segundo ele, tanto beneficiários como integrantes da quadrilha foram identificados.

O delegado explicou que a operação teve como alvo pessoas com grande probabilidade de terem fraudado exames anteriores e que estavam inscritas na prova de domingo passado. A PF, no entanto, ainda não identificou indícios de fraudes no Enem deste ano. Entre os crimes investigados, estão os de estelionato, uso de documento falso, fraudes em certames de interesse público, associação criminosa, com penas ultrapassando 25 anos de reclusão.

Conforme o delegado Perazzoni, não foram realizadas prisões na operação deste domingo, pois nenhum dos alvos estava portando escutas, por exemplo. No entanto, na última quarta-feira (8), quatro pessoas foram presas no Ceará, na operação Adinamia, da PF, também por suspeitas de fraudes em concursos públicos e no Enem.

O Inep informou que para reforçar e diversificar as estratégias de segurança, o Enem deste ano teve prova personalizada e o uso de detectores de ponto eletrônico, maior cobertura de detectores de metal, além da coleta de dado biométrico.



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