Segunda feira, 16 de setembro de 2019 Edição nº 14852 02/11/2017  










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Fator clima leva consultoria a revisar para baixo números de MT

MARIANNA PERES
Da Editoria

Ainda sem embalar ritmo no plantio da nova safra de soja, Mato Grosso vai dando sinais de que a produção e a produtividade poderão sentir o impacto do prolongamento da seca e até mesmo das previsões de chuvas abaixo da média para novembro. Diante de um saldo que aponta que até virada do mês os produtores mato-grossense não haviam semeado nem a metade da área prevista, a consultoria INTL FCStone, revisou para baixo estimativas iniciais do ciclo 2017/18 para a sojicultura estadual. Essa atualização das expectativas diminuiu em cerca de 500 mil toneladas a previsão ao Estado.

O que chama à atenção é de fato o impacto do clima sobre as lavouras, as possibilidades de replantio e os problemas em torno do desenvolvimento das plantas sob as atuais condições e ou das condições vivenciadas desde setembro, quando o plantio teve início. Dos três principais indicadores, não houve alteração sobre a projeção da área plantada que como em outubro segue em 9.463 milhões de hectares em novembro. As perdas apontadas na revisão levam em conta o fator climático.

Para a produtividade, os números passaram de 3,15 mil quilos por hectare no levantamento de outubro para 3,09 quilos em novembro. Essa queda aparente do rendimento deve tirar de um mês para outro cerca de 500 mil toneladas, já que a previsão passa de 29,80 milhões de toneladas para 29,24 milhões em novembro. Mesmo com as perdas, Mato Grosso seguirá como o maior produtor da oleaginosa no país.

Conforme a consultoria, a revisão se baseou em fatores como o clima verificado nas principais regiões produtoras durante as últimas semanas que já mostram sinais de que a safra 2017/18 será menor do que a verificada no ciclo passado, quando as condições se mostraram excepcionais do plantio à colheita.

De acordo com a revisão de novembro da estimativa de safra da consultoria, a produção de soja deve ficar em 106,08 milhões de toneladas, queda de 0,6% em relação à estimativa anterior. O recuo decorreu de uma revisão da produtividade esperada, enquanto a área plantada foi mantida inalterada em 35 milhões de hectares. O atraso das chuvas no início do plantio, principalmente nas regiões central e norte, tem se refletido nos trabalhos de campo com a semeadura. “O regime de chuvas está se regularizando somente agora, no final de outubro e início de novembro”, destaca a INTL FCStone, em relatório divulgado ontem.

Ainda de acordo com a Analista de Mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, mesmo que esse atraso inicial não signifique que vá haver alguma quebra, já há produtores que não esperam a mesma produtividade do cenário sem atrasos. Assim, o rendimento médio esperado pelo grupo sofreu uma leve redução, ficando em 3,03 toneladas por hectare. Esse ajuste decorreu de uma revisão nos números de estados do Centro-Oeste.

MATO GROSSO – Os produtos atingiram a sétima semana de semeadura no Estado. Os dados mais atualizados, levantados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que o atraso é significativo em relação ao ano passado. Somente na semana passada, com a maior presença das chuvas, é que os trabalhos puderam ser intensificados e Mato Grosso registrou o maior avanço semanal desta etapa, até o momento, atingindo quase 19 pontos percentuais. Com esse ritmo, a área plantada, prevista em 9,41 milhões de hectares, passou a 44,03% do total, ante, 25,82% da semana anterior. A falta de volumes e até da regularidade das precipitações travaram a tomada de decisão dos produtores durante todo mês de outubro, que temem por avançar os trabalhos e fica muitos dias sem chuvas. Mesmo com os registros de umidade dos últimos dias e com o avanço semanal no ritmo do plantio, o volume semeado até a semana passada estava abaixo dos 67,73% observados pelo Imea, em igual momento do ano passado. Se nesse ciclo a falta de chuvas segura o ritmo nas lavouras, no ano passado foi justamente o contrário, a abundância das chuvas durante todo período de semeadura é quem ditou os trabalhos, fazendo do plantio da safra 2016/17 o mais rápido da história. (Com Notícias Agrícolas e assessoria FCStone)



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