Terça feira, 15 de outubro de 2019 Edição nº 14852 02/11/2017  










CESTA BÁSICAAnterior | Índice | Próxima

Queda no preço acumula 16% em Cuiabá

MARIANNA PERES
Da Editoria

A cesta básica cuiabana acumula nos últimos doze meses a maior retração registrada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) entre as 21 capitais pesquisadas. Conforme dados divulgados ontem, por meio da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, a taxa mais negativa do período vem da capital mato-grossense, cujo recuo foi de -16,10%.

O dado atualizado leva em conta o avanço mensal sobre os alimentos básicos no mês passado, quando a alta foi 3,49%, em Cuiabá, a maior do país em outubro. Com essa evolução a cesta passou a custar R$ 379,74 ante R$ R$ 366,94, saindo da 11ª posição do ranking nacional do Diesse dos maiores valores para o 8º, indicando a recuperação dos preços e a perda do poder de compra.

Mesmo com a elevação da cesta, no acumulado do ano, ou seja, de janeiro a outubro, também há queda em relação ao mesmo período do ano anterior e com isso, a cesta emplaca mais uma variação negativa, agora de 3,49%. Nesse período, o custo da cesta diminuiu em todas as capitais, com destaque para as taxas de Manaus (-11,62%), Maceió (-11,57%), Cuiabá (-10,91%), Belém (-10,64%) e Salvador (-10,37%).BRASIL - Conforme dados do Diesse, em outubro, o custo do conjunto de alimentos essenciais apresentou queda em 11 das 21 pesquisadas, as reduções mais expressivas foram registradas em Goiânia (-2,79%), Maceió (-2,52%) e Manaus (-1,77%). Em outras 10 cidades, a cesta apresentou alta. Além de Cuiabá com a maior alta do mês, foram observadas majorações em Campo Grande (2,67%) e Curitiba (3,08%).

Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 446,87), seguida por São Paulo (R$ 428,13) e Rio de Janeiro (R$ 421,05). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 318,31), Natal (R$ 325,09) e Recife (R$ 325,96).

Com base na cesta mais cara, que, em outubro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em outubro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.754,16, ou 4,01 vezes o mínimo de R$ 937. Em setembro, de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.668,55, ou 3,92 vezes o mínimo vigente. Em outubro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 4.016, 27 ou 4,56 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880.



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