Quarta feira, 14 de novembro de 2018 Edição nº 14844 21/10/2017  










MARISA ORTH/ENTREVISTAAnterior | Índice | Próxima

“Não vejo graça em ser a outra”

Marisa Orth fala sobre a questão amorosa de Celeste e também comenta por que, no passado, recusou-se a participar de algumas novelas

RAQUEL RODRIGUES
Da Agência Estado - Rio

Marisa Orth passou anos fazendo humor na TV. Mas vem deixando sua veia cômica de lado. Pelo menos foi o que aconteceu em seus mais recentes papéis na Globo, como na série 'Dupla Identidade' (2014), na novela 'Haja Coração' (2016) e, agora, em 'Tempo de Amar', folhetim das 18h da emissora. A personagem desta vez, a cantora de fado Celeste Hermínia, guarda alguns mistérios na trama de Alcides Nogueira. E sofre por ser amante do Conselheiro Francisco (Werner Schünemann). Uma carga dramática que só instiga Marisa. "Não vejo graça em ser a outra. Ali é um caso que a gente entende, porque a mulher dele é doente", afirma.

O casal, no entanto, deve enfrentar novos problemas em breve. Nos próximos capítulos, Celeste descobrirá um grave problema cardíaco. E caberá ao Conselheiro Francisco definir como se dividirá entre duas mulheres com saúde fragilizada Na entrevista a seguir, a paulistana de 53 anos fala sobre a questão amorosa de Celeste e também comenta por que, no passado, recusou-se a participar de algumas novelas.



AE - Como você define a Celeste Hermínia?

MARISA ORTH – Ela é uma cantora muito dramática. Além disso, canta fado, o que potencializa a história. Há um passado nebuloso, mas é uma mulher chiquérrima, a única que usa calça. Acho que ela seria uma blogueira de moda da época (risos). Celeste é amante de um homem casado, que tem uma mulher acamada, louca. Então, ela não pede nada mais do que ele pode dar. A história acontece em um período de muitas mudanças, onde tem racismo e uma luta pela república, movimento que ela acolhe. Vejo Celeste como uma super-heroína.



AE - A Celeste canta fado. Você se inspirou na cantora Amália Rodrigues (1920-1999) para compor a personagem?

MARISA - Mergulhei em tudo que é fadista. Descobri porque a Amália Rodrigues é a Amália Rodrigues. Realmente entendi. Estou apaixonada por fado.



AE - Sua personagem tem sotaque português, mas só no canto. Por quê?

MARISA - Foi um pedido do Jayme (Monjardim, diretor) para que ninguém tivesse sotaque. Fazemos igual aos americanos, que chegam em Marte, mas o pessoal fala inglês por lá. Não é mais fácil?



AE - Celeste é um pouco julgada na trama por ser amante. Acha que o público pode condená-la também?

MARISA – Não sei. Pode ser, porque o Brasil encaretou muito. Na minha primeira novela ('Rainha da Sucata', em 1990), a Nicinha tinha tesão em aliança, queria estar com homens casados, mas era engraçado. Eu tomava umas porradas de carrinho no supermercado, mas também vinham umas mulheres com 70 e tantos anos falando que tinham sido amantes durante 40 anos e era a melhor coisa.



AE - Existe uma sensação de culpa no casal com essa questão. Como eles vão lidar com situações embaraçosas que virão?

MARISA - Esse assunto é discutido o tempo inteiro Ele tem crises de consciência e já até tentaram se separar. Celeste é respeitosa, fica amiga da mulher dele, então é moderno. Teve uma cena em que ela precisou ligar para o amado e disse: "Meu amor, me desculpe. Primeira vez em quinze anos que estou fazendo isso". Quem teria um caso com um homem e ficaria 15 anos sem ligar?



AE - Já pensou em ser a amante?

MARISA - Se tivesse de ser, já teria acontecido. Fiz da minha falta de discrição um negócio lucrativo. Não vejo graça em ser a outra. Ali, na novela, é um caso que a gente entende, porque a mulher é doente mesmo.



AE - Você está muito bonita aos 53 anos. Como cuida do corpo?

MARISA - A gente gasta uma grana na dermatologista e eu faço academia. Se não posso me manter magra, tento me manter rígida. Gosto de esporte, faço spinning e musculação. Tomo remedinho todo dia: cálcio, vitamina C... É mais saúde a minha onda e a dermatologia pesada. Não tomo mais sol. Não fumo e não dá para beber mais como gostaria. Dormir é o que deixa a gente bonita.



AE - Você fez poucas novelas na sua carreira. Qual o motivo?

MARISA - Meu filho, João Antônio. Ele fez 18 anos agora. Eu sempre fui das séries, o que era conveniente. Fui muito clara a esse respeito. Quando me chamavam para novela, falava que não. Eu só tive um filho, então queria vê-lo crescer. Peitava a Globo. Dizia: "Não vou, não quero, não dá". Agora é diferente. Vou dizer o que do meu pobre filho de 18 anos? Ele já entrou na faculdade, faz Cinema.



AE - Então você ficou satisfeita com o convite para 'Tempo de Amar'?

MARISA – Sim, veio em um momento bom na minha vida, porque agora estou disposta. Foram poucas na minha carreira! Para mim, isso ainda é uma novidade.



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