Sábado, 18 de novembro de 2017 Edição nº 14842 19/10/2017  










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Cidinho e Wellington votam a favor

RAFAEL COSTA
Da Reportagem

Os senadores mato-grossenses Welington Fagundes e José Aparecido dos Santos, o Cidinho, ambos do PR, votaram favorável ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) para reformar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e garantir ao parlamentar o seu retorno ao cargo bem como afastar o recolhimento noturno domiciliar.

Apenas o senador José Medeiros (Podemos), votou favoravelmente para a manutenção da decisão da Suprema Corte.

Por decisão do ministro Alexandre Moraes, a votação no Senado Federal realizada no começo da noite de terça-feira (17) foi aberta e não secreta, conforme articulação liderada pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB).

Ao final, a votação a favor do senador Aécio Neves se deu pelo placar de 44 a favor e 26 contra.

A decisão do Senado sobre o afastamento de Aécio havia sido adiada duas vezes.

Na última delas, a Casa decidiu que esperaria o julgamento, pelo plenário da Corte, de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada em 2016, na qual os partidos PP, PSC e Solidariedade pediam que o afastamento de parlamentares do mandato fosse submetido às respectivas Casas Legislativas.

Na última quarta-feira (11), por 6 votos a 5, o STF decidiu que qualquer medida que “impossibilitar, direta ou indiretamente o exercício regular do mandato parlamentar”, deve ser analisada pela Câmara, em casos de deputados, e pelo Senado, em casos de senadores.

O senador mineiro foi gravado pelo empresário e delator Joesley Batista, sócio do Grupo J&F, pedindo a ele 2 milhões de reais para custear as despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.

O dinheiro foi repassado pelo ex-diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do tucano. A Polícia Federal gravou as entregas do montante, em São Paulo, divididas em parcelas de 500.000 reais em dinheiro vivo. Aécio Neves nega que o dinheiro era propina e afirma que se tratava de um empréstimo de Joesley.

Deflagrada no dia seguinte à divulgação da delação da JBS, em maio, a Operação Patmos prendeu Pacheco de Medeiros, a irmã de Aécio Neves, Andrea Neves, e o ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson de Souza Lima, que recebeu do primo do tucano uma das parcelas de 500.000 reais.



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