Sábado, 18 de novembro de 2017 Edição nº 14841 18/10/2017  










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Após demissões, Câmara voltou a ter sessão ontem

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Desfalcada, a Câmara de Cuiabá realizou ontem, terça-feira (17), a sua primeira sessão ordinária após a demissão dos 460 servidores comissionados da Casa de Leis. Apesar da visível dificuldade na condução da plenária, a Mesa Diretora da Casa de Leis garante que está fazendo o possível para que ela continue sendo realizada todas as terças e quintas-feiras, como prevê o Regimento Interno.

Para tanto, o Parlamento Municipal deve passar por algumas readequações nos próximos dias, como mudança na carga horária dos servidores e o cancelamento de eventos que já estavam programados.

Com as demissões, todas as audiências públicas, sessões solenes, dentre outros eventos já foram cancelados, permanecendo apenas as sessões ordinárias.

A fim de reverter esta situação, a Mesa Diretora ainda busca uma solução para regulamentar a suplementação de R$ 6,7 milhões que o Executivo havia encaminhado ao Legislativo.

“Estamos tentando conduzir a Casa da melhor maneira possível. Vai haver sessão apenas para votação de algumas coisas que precisa ser votadas, mas não há como negar que o trabalho está prejudicado”, relatou o primeiro-vice presidente da Casa de Leis, vereador Renivaldo Nascimento (PSDB).

De acordo com o parlamentar tucano, o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) tem tentado um diálogo com o Tribunal de Contas e o judiciário mato-grossense, a fim de resolver este imbróglio.

Conforme o presidente da Câmara, vereador Justino Malheiros (PV), apenas 11 comissionados e os secretários foram mantidos, além dos servidores efetivos.

A exoneração dos 460 comissionados é reflexo da suspensão da suplementação de R$ 6,7 milhões que o Executivo Municipal pretendia encaminhar para Câmara.

O repasse, oriundo de excesso de arrecadação foi suspenso no mês passado pela Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular e o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A suspeita é que a suplementação pudesse ter ligação com o arquivamento do requerimento que visava instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPT) contra o prefeito Emanuel Pinheiro em decorrência da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

A Prefeitura de Cuiabá ainda tenta diálogo com o juiz Luís Bortolussi Júnior, responsável pela Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, e também com a Corte de Contas para tratar do assunto e, quem sabe, conseguir o aval para encaminhar um novo projeto ao Legislativo.



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· Dos que sobraram, pode demitir mais um t  - Moises
· A realização dessa sessão,que ocorreu de  - LEANDRO PINTO DE OLIVEIRA FILHO




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