Sábado, 18 de novembro de 2017 Edição nº 14840 17/10/2017  










DELAÇÃO MONSTRUOSAAnterior | Índice | Próxima

PF analisa áudios e vídeos de Silval

PABLO RODRIGO
Da Reportagem

Os vídeos e áudios das delações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), de seus familiares e do ex-chefe de gabinete Silvio César Correa, em que revelam políticos recebendo maços de dinheiro, e cobrando propina para aprovar as contas de governo e atrapalhar as investigações, já está sendo analisados pela Polícia Federal.

Os materiais foram entregues no último dia 10 de outubro a equipe de perícia que deverá analisar uma série de questionamentos feitos pelo então procurador-geral da República (PGR), na época, Rodrigo Janot.

Entre os questionamentos, a PGR quer averiguar se “os materiais de áudio e vídeo apresentados foram produzidos pelos equipamentos encaminhados para exame?”, diz trecho do documento encaminhado à PF.

“Caso existam interrupções no fluxo da gravação dos registros de áudio e vídeo encaminhados para exame, os trechos de conversas entre as duas descontinuidades sucessivas apresentam evidências de edição fraudulenta?”, questiona a PGR em outro trecho que deverá explicado pelos peritos que cuidarão da análise.

A medida visa ter certeza de que os áudios e vídeos anexados às delações teve inserção ou supressão de trechos de falas ocorridas em outro momento ou em ambiente diverso. A medida visa suprimir qualquer tentativa de anulação do material midiático pelas defesas dos investigados.

“Há montagens, trucagens, adulterações ou alterações outras nas gravações que indiquem manipulação fraudulenta? Se a resposta for positiva, indicar o momento temporal de cada evento detectado (hora; minuto; segundo )”, diz trecho do pedido encaminhado por Janot.

Fux também determinou que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-chefe de gabinete Silvio César Corrêa, o médico Robrigo Barbosa, o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf e o empresário Genir Martelli prestarão mais um depoimento à Polícia Federal. Todos eles são delatores de esquemas de corrupção no estado de Mato Grosso. E o foco da oitiva deverá ser o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP).



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