Sábado, 18 de novembro de 2017 Edição nº 14840 17/10/2017  










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Taques: investigação no STJ não é vitória

Segundo o governador, tirar a investigação do desembargador Perri é o cumprimento da lei

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Apesar de ter conseguido tirar as investigações dos grampos ilegais das mãos do desembargador Orlando Perri, o governador Pedro Taques (PSDB) não considera o fato como uma vitória.

“Não considero como vitória ou derrota, considero como o cumprimento da lei”, declarou o governador durante lançamento do projeto “Anjos da Escola” na manhã de ontem, segunda-feira (16).

O tucano afirmou que, a partir de agora, não irá tratar mais deste assunto. “Eu não trato mais disso por que está judicializado, agora cabe ao poder judiciário. A partir do momento que fiz o pedido ao STJ e o STJ deferiu, cabe agora ao poder judiciário resolver e eu respeito à instituição”, enfatizou Taques.

Na última quarta-feira (11), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques, retirou todos os inquéritos a cerca dos grampos ilegais da competência do Tribunal de Justiça.

O magistrado atendeu a um pedido feito pelo próprio governador, que solicitou que a instituição assumisse todos os procedimentos investigativos do caso. A decisão ainda determinou o segredo de Justiça das investigações.

O principal argumento utilizado por Campbell para deferiu o pedido de Taques foi o fato de haver investigações sobre fatos similares, tanto no TJ quanto no STJ.

De acordo com ele, isso contraria o que dispõe o Art. 78, III, do Código de Processo Penal que determina, no caso de conexão ou continência, a reunião nos feitos de jurisdição de maior graduação.

Diante disso, os inquéritos da “grampolândia pantaneira” saíram das mãos do desembargador Orlando Perri. Ao todo, estavam com ele seis inquéritos relacionados ao esquema de escutas ilegais. Ele esta comandando as diligências e investigações desde o princípio.

Ele, inclusive, foi quem decretou a prisão preventiva de vários envolvidos no esquema durante a Operação Esdras. Atualmente, novo investigados se encontram presos. Trata-se dos ex-secretários de Estado Paulo Taques, Rogers Jarbas, Airton Siqueira e Evandro Lesco, assim como a personal trainer Helen Christy Carvalho Dias Lesco, esposa de Lesco; o major Michel Ferronato e o sargento João Ricardo Soler.

O empresário José Marilson da Silva conseguiu ter a prisão preventiva revogada logo após contribuir com as investigações em seus depoimentos prestados a delegada da Polícia Civil Ana Cristina Feldner.



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