Terça feira, 17 de outubro de 2017 Edição nº 14839 12/10/2017  










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Perri decreta segunda prisão de cabo

Da Reportagem

O cabo da PM Gérson Luiz Correia Junior teve a sua segunda prisão decretada pelo desembargador Orlando Perri por conta das investigações das interceptações telefônica clandestina em Mato Grosso. Correia está preso desde o dia 23 de maio, quando foi encarcerado juntamente com o ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa.

O pedido de prisão partiu dos delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta, após o empresário José Marilson da Silva ter colaborado com as investigações e confessado que o "Sistema Sentinela", aparelho que realizava os grampos telefônicos estaria sob os cuidados de Gérson Correia Junior.

“Entretanto, é de bom alvitre salientar que pesa contra o Cb. PM Gerson Correa não apenas a acusação de ter retirado o equipamento Sentinela e de mantê-lo escondido todo este tempo”, destacou Perri na decisão proferida nesta quarta-feira (11).

“Há, ainda, a fundada suspeita de que a participação do Cb. PM Gerson Correa foi relevante – para não se dizer relevantíssima – para o sucesso obtido pela provável organização criminosa para realização de escutas ilegais no Estado de Mato Grosso.”, complementa.

Além da prisão, Perri também decretou busca e apreensão na residência do cabo Gerson. “Defiro, ainda, a busca e apreensão dos equipamentos eletrônicos encontrados na residência e/ou na posse de quem esteja no local, em especial, aparelhos celulares, ficando, desde já, autorizado o acesso ao conteúdo e os dados armazenados, haja vista a possibilidade que contenha material probatório relevante.”, diz trecho da decisão proferida ontem.

De acordo com a decisão, o cabo Gerson era uma das principais peças na organização criminosa dos grampos clandestinos. “Convém pontuar que o Cb. PM Gerson se apresenta como uma das figuras centrais de quase todos os crimes em apuração, especialmente aqueles ligados às escutas telefônicas clandestinas. Em outras palavras: ele foi o vaso comunicante entre muitos dos crimes em apuração, visto ter sido o operador principal dos sistemas Wytron e Sentinela, usado pelo Núcleo de Inteligência – bijuteria criada pela organização para cometimento de crimes.”, diz outro trecho da decisão.

SENTINELA - O sistema Sentinela foi implantado de forma clandestina por um grupo de policiais para "vasculhar a intimidade de pessoas, utilizando como subterfúgio investigação de alvos criminosos", segundo aponta as investigações. O sistema de arapongagem contava com um manual de instrução e a implantação dele foi coordenada pelo cabo Euclides Torezan, que chegou a ser preso, mas foi liberado por estar colaborando com as investigações.

Para ter acesso ao sistema clandestino, cada policial envolvido no esquema de arapongagem contava com um login e senha, que eram enviados pela internet. O Sentinela, inclusive, podia ser operado online, o que chegou a gerar preocupação em um dos técnicos que participavam do esquema. (PR)



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