Quarta feira, 22 de maio de 2019 Edição nº 14821 16/09/2017  










FLORESTAS PLANTADASAnterior | Índice | Próxima

Potencial é oportunidade de renda

Da Redação

Como as florestas plantadas podem criar novas oportunidades e alavancar negócios em Mato Grosso? Essa foi a temática do Florestar 2017, realizado ontem, em Cuiabá. Promovido pela Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) e o Serviço de Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MT), o evento reuniu especialistas, produtores, autoridades e pesquisadores.

O presidente da Arefloresta, Glauber Silveira, destacou que o evento é muito importante porque há milhões de hectares aptos para se plantar florestas em Mato Grosso. Contudo, ele ressaltou que é preciso analisar a finalidade dessas florestas para que se possa promover uma atividade econômica sustentável que impulsione o crescimento e contribua com o desenvolvimento mato-grossense.

“O Estado tem um potencial enorme. Uma floresta de eucalipto tem vida. Temos muito trabalho por fazer e muita árvore para plantar. A Arefloresta tem esse foco e o evento não está centrado apenas em plantar, embora temos que saber plantar bem. Mas o que queremos, principalmente, é mostrar as oportunidades. Para produzir energia, produzir etanol, por exemplo, se precisa de biomassa. E estamos aqui para produzi-la, como também madeira, móveis, compensado, etc. Há um monte de oportunidades e temos que aproveitá-las”, disse.

O presidente da Cooperativa de Reflorestamento e Bioenergia (Cooper Flora Brasil), Gilberto Goellner, destacou o enorme potencial da madeira no Estado. “Eu acredito muito, principalmente no projeto de madeira serrada. Há uma infinidade de destinos nobres que estamos perdendo em Mato Grosso, com condições excepcionais que se tem aqui de produzir eucalipto e o direcionamento que podemos dar a essa floresta para fins de utilização mais nobre, tanto na construção civil quanto em móveis. Existe uma finalidade abrangente e com muito valor agregado”, destacou.

Com a palestra “Cenários e Perspectivas da Economia Brasileira”, a economista e jornalista Salette Lemos mostrou a dificuldade de se planejar o futuro econômico com um presente político nacional tão incerto. “Nós, analistas econômicos, não temos nenhuma possibilidade de projeção porque não se sabe como será a eleição do ano que vem. Vai ter voto distrital? Vai ter voto distrital misto? Vão conseguir o parlamentarismo como querem alguns partidos? Temos lideranças políticas? Houve um afastamento da sociedade em relação à política brasileira e isso é um câncer porque permite todo tipo de desalinho. Precisamos mudar isso”, provocou.

Segundo Salette, não haverá retomada do crescimento econômico, mas sim um novo ciclo. “E isso só se fundamenta com novas relações e novas atitudes. Isto é, sem dúvida nenhuma, o maior desafio do Brasil. Não temos que retomar nada, temos que começar porque o mundo está recomeçando desde 2008. A floresta não está pronta, vamos ter que plantá-la. Para isso, vamos todos ter que participar efetivamente. É um Brasil novo que temos que formar, uma sociedade nova com mais consciência, menos crítica, mais credora do que devedora. E isso só começa com a mudança individual de atitude. Você é centro do Brasil, e não Brasília”, finalizou.



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